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⁨As mulheres desconfiam mais da IA. Estudo explica⁩



Aversão ao risco e menor exposição serão motivos centrais. As mulheres mostram mais incerteza e ceticismo do que os homens.

A Inteligência Artificial (IA) tomou conta de inúmeras empresas, convenceu muita gente mesmo fora do contexto laboral – mas convenceu mais os homens do que as mulheres.

Como mulheres hesitam maisdistanciam-se mais da IA ​​do que os homens.

Primeiro, porque são mais avessas ao risco. Segundo porque são alvos mais frequentes, por exemplo, dos deepfakes sexualmente explícitos.

Segundo diversos estudos, há menos 25% mulheres do que homens a aplicar ferramentas de IA; e a taxa de mulheres profissionais de IA no planeta até é ligeiramente mais abaixo.

Mas porquê? Um novo estudo da Northeastern University procurou respostas.

E a base é mesmo esta: o risco.

Cerca de 3 mil habitantes de Canadá e EUA participaram no estudo. E foram identificados dois motivos principais para esta diferença: a tolerância ao risco e a exposição ao risco.

As mulheres revelaram-se, em geral, mais “avessas ao risco” do que os homens: preferiam receber 842 euros, de forma garantida, do que aceitar 50% de probabilidade de receber o dobro ou nada.

Em relação especificamente às atitudes perante a IA, as mulheres eram cerca de 11% mais propensas do que os homens a dizer que os riscos superavam os benefícioscontinua o Euronews.

Questionadas sobre riscos e benefícios da IA, as mulheres têm mais incerteza e cepticismo, comparando com os homens.

No entanto, esta diferença desaparecia quando o elemento incerteza também desaparecia. Ou seja, a incerteza é factor central para o afastamento das mulheres.

Neste mesmo estudo, as mulheres menos avessas ao risco tiveram cepticismo semelhante ao dos homens, sobre a IA.

Se a IA garantisse ganhos no emprego, mulheres e homens respondiam de forma positiva.

“Basicamente, quando as mulheres têm certezas sobre os efeitos no emprego, a diferença de género no apoio à IA desaparece”, diz em comunicado a professora Beatrice Magistro.

“Portanto, tudo indica que o problema é a aversão à incerteza”, reforça a investigadora.

E depois há o factor económico, os riscos econômicos: “As mulheres enfrentam maior exposição à IA tanto em funções de elevada complementaridade, que podem beneficiar da IA, como em funções de elevada substituição, em risco de serem substituídas, embora as consequências de longo prazo da IA ​​permaneçam fundamentalmente incertas”, segundo os investigadores.

A IA não deve deixar as mulheres para trás, avisa a equipa de investigação.



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