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o Pinochet vampiro de Pablo Larraín – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 18, 2023

“Bem, vou andando. Estou cansado. Acho que vou morrer esta noite.”

É compreensível. Quando Augusto Pinochet profere esta frase após um jantar de família já tem uns bons 200 anos. É que no novo filme da Netflix, o ditador chileno é um vampiro que já despachou basicamente tudo o que tinha na lista de afazeres (golpe de estado, crimes de guerra, genocídio, violações de direitos humanos e por aí fora) e está entediado e velho. Resta o quê? Falecer em paz e sossego.

Porém, a última vontade não é assim tão fácil de satisfazer quando a rondar andam os cinco filhos, a quem só interessa a herança; a companheira de décadas que sonha ser mordida e recomeçar a vida, com uma nova identidade, noutro ponto do mundo; um sinistro mordomo que é igualmente vampiro; e uma freira exorcista que aparece sedenta de vingança. Se tudo isto parece estranho e sem grande nexo é porque é. O Conde é puro humor negro e está longe das biografias pelas quais o realizador Pablo Larraín é conhecido (Jackie, Spencer). Vencedor do Prémio de Melhor Argumento (assinado pelo realizador e por Guillermo Calderón) no Festival Internacional de Veneza, este filme tem uma ideia perfeita à partida que, apesar dos esforços, nunca atinge o potencial prometido.

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