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Brasil pede a X, TikTok e Kwai retirada de publicações falsas sobre ajuda nas cheias – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Mai 16, 2024

O governo brasileiro pediu na quarta-feira ao X, TikTok e Kwai que retirem das plataformas desinformação relativamente à entrega de alimentos às pessoas afetadas pelas graves cheias no sul do país.

Em comunicado, a Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que faz assessoria jurídica à Presidência, deu um prazo máximo de 24 horas para a retirada dessas publicações.

“A AGU solicita às plataformas que, caso o pedido de remoção das postagens não seja acolhido, que ao menos seja acrescentado às postagens um esclarecimento de que a informação nelas veiculadas é falsa“, indicaram as autoridades brasileiras.

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Em causa estão publicações em que se alega que os cabazes alimentares básicos entregues às pessoas atingidas eram “doações de particulares reembaladas com a logomarca do governo federal”.

“A alegação já foi desmentida”, frisou a AGU.

O número de mortos devido às inundações do sul do Brasil subiu para 150, havendo ainda 112 pessoas desaparecidas e cerca de 620 mil deslocadas, indicaram na terça-feira as autoridades.

Com 2,12 milhões de pessoas afetadas, o estado do Rio Grande do Sul continua a ser o mais atingido, mais de uma semana depois de uma forte tempestade ter causado grandes devastações em quase dois terços do seu território.

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Nesta região que faz fronteira com o Uruguai e a Argentina, foram registadas 149 mortes, enquanto no estado vizinho de Santa Catarina, também afetado por fortes chuvas, embora em menor escala, foi registada a outra vítima mortal.

Desde o início desta tragédia climática, a maior da história do sul do Brasil, cerca de 80.000 pessoas e 11.000 animais foram resgatados pelas autoridades, enquanto 806 pessoas ficaram feridas.

Porto Alegre, a capital estadual, continua parcialmente inundada, com o principal aeroporto da cidade fora de serviço, o centro histórico inundado e milhares de pontos sem eletricidade.

A mesma situação repete-se em municípios mais pequenos, como Rio Grande, a cerca de 360 quilómetros de Porto Alegre, onde atualmente se constroem pontes rudimentares com paletes de madeira para ligar infraestruturas críticas.



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