• Qua. Jul 17th, 2024

O bebé Rodrigo a quem Ronaldo pegou ao colo há 18 anos, entre a loucura da chegada da seleção a Marienfeld – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Jun 13, 2024


Luca passou com algo enrolado debaixo do braço. As cores deixaram a suspeita, confirmada depois: era uma camisola do Sporting. Mas não uma qualquer. Uma camisola do Sporting da época 2002/2003, a última época completa de Cristiano Ronaldo de leão ao peito. O nome nas costas não podia ser também outro. “Onde a arranjaste?”, perguntámos. “Foi numa feira de velharias em Berlim, há um mês. Havia uma banca com camisolas antigas e assim que a vi tinha de comprar”, diz Luca.

E tinha de a comprar também porque é um fã dedicado de Cristiano. Tão dedicado que tirou o dia para tentar chegar ao capitão. Luca é de Hamburgo e fez 300 km para ver apenas o autocarro passar, na esperança de um vislumbre do número 7. “Foram quatro horas de viagem de carro. Saí hoje de manhã e cheguei cá à hora de almoço. Até pode ser por uns segundos, mas claro que tinha de vir. Ele representa a mentalidade que devemos ter para chegar onde queremos”.

A camisola passou então do braço para o corpo, para Luca mostrar orgulhosamente o nome que trazia à retaguarda. A parte da frente, sempre a mais importante, aqui valia menos. Mesmo que não saiba muito sobre o Sporting, para Luca, o nome que traz nas costas vale pelo resto. “É um dos maiores clubes do mundo e uma das maiores de Portugal. Mas admito que só comprei por ser o primeiro clube do Cristiano”.

Luca não conseguiu ver Ronaldo, apesar de ter conseguido um lugar na fila da frente do gradeamento que separou o povo da estrada de onde chegou o autocarro. O gradeamento não serviu de muito. A polícia alemã também não. Assim que o autocarro passou, as centenas e centenas de pessoas que esperavam pela Seleção abalroaram as grades e correram para a vedação do hotel, arrancando até as redes alusivas à Federação Portuguesa de Futebol. Um momento de descontrolo, com queda de muitos adeptos que foram chocando, mas que felizmente não acabou em desastre. No fim, e ainda bem, ficou só uma certeza: falta de apoio, a Seleção não vai ter. Com muita loucura à mistura.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *