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que Ronaldo é este que vai chegar ao sexto Europeu – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Jun 13, 2024

Chegou mais tarde ao estágio da Seleção por ser também o último a terminar os compromissos com o clube a par de Rúben Neves, falhou os dois primeiros encontros de preparação no estágio final antes do Campeonato da Europa com Finlândia e Croácia, iria somar minutos contra a Rep. Irlanda em Aveiro. Havia essa dúvida: como iria Cristiano Ronaldo apresentar-se depois da primeira temporada completa na Arábia Saudita e já com 39 anos, tendo até em conta que a última imagem que ficara do Al Nassr foi a do choro sem parar após perder nos penáltis a final da Taça do Rei (e tendo um currículo onde ganhou praticamente tudo, entre cinco Champions e cinco Bolas de Ouro)? Se dúvidas existissem, o pé esquerdo dissipou-as. Uma vez, duas vezes. O triunfo no último jogo antes da viagem para a Alemanha teve o suspeito do costume como principal figura.

O regresso do capitão e o miúdo que, quando quer, consegue devolver toda a crença (a crónica do Portugal-Rep. Irlanda)

Aos 50 golos em 4.477 minutos de 51 jogos ao serviço do Al Nassr, o capitão da Seleção juntou sete golos em 582 minutos de sete jogos por Portugal. Ainda assim, e por andar por latitudes diferentes, a forma como vai chegar a este Europeu não deixa de ser diferente. Ronaldo prepara-se para bater outro recorde, tornando-se o primeiro jogador de sempre a participar em seis fases finais do Campeonato da Europa, e está apenas a cinco golos da barreira dos 900 – um objetivo que sabe que irá atingir mas que teria outro “peso” se fosse alcançado na Alemanha. Mas há muito mais em causa, também numa ótica pessoal à luz de tudo o que se passou pouco antes e depois do Mundial de 2022, que terminou em desilusão pessoal e coletiva.

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O The Athletic tem um trabalho esta semana com o título “O que devemos esperar do homem de confiança de Portugal?”. Numa análise exaustiva que tem como ponto de partida o posicionamento menos “simpático” da Liga saudita, nomeadamente o 27.º lugar do ranking Opta de melhor liga atrás da Coreia do Sul e à frente de Israel, a publicação estuda a forma como o avançado (que deixou de ser visto numa base semanal pela maioria dos adeptos na Europa) chegou a tantos golos esta temporada, cruza a realidade com aquilo que o jogador produziu na Seleção e chega a uma conclusão. “Dois anos depois, aqui estamos. Ronaldo reafirmou-se como indispensável para o sucessor de Fernando Santos, Roberto Martínez, enquanto Gonçalo Ramos estagnou depois da transferência milionária do Benfica para o PSG. Não há uma alternativa mais credível em que se possa confiar as oportunidades que esta equipa gera. Não há ninguém melhor qualificado para poder transformar a superioridade na concretização dos objetivos”. É assim que vai chegar, sendo que há mais metas pessoais e coletivas depois de um ano e meio de segunda vida do Ronaldo jogador.



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