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Fechado há oito anos, Museu do Design e da Moda reabre a 25 de julho – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Jul 4, 2024

O Museu do Design e da Moda (MUDE), em Lisboa, encerrado desde 2016 para obras de requalificação integral, vai reabrir ao público a 25 de julho. A informação foi divulgada na edição de julho/agosto da revista cultural da autarquia, disponibilizada online.

É a primeira vez, ao longo de oito anos e de adiamentos sucessivos de reabertura, que o museu “dedicado a todas as expressões do design”, como é descrito no site da instituição, ganha uma data concreta de abertura ao público. Segundo a revista municipal, será só em setembro que será inaugurada a exposição de longa duração do Mude, com peças do acervo, que ocupará o piso 3, “iniciando-se depois a programação das exposições temporárias nos pisos 1, 2 e 4”.

O Mude foi inaugurado em 2009 na antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, em plena Baixa pombalina, e fechou em 2016 para obras de requalificação integral do edifício de oito pisos e com vista a melhorar e alargar o projeto museológico. Em 2018, as obras, que deveriam durar cerca de 18 meses, foram interrompidas com a insolvência da Soares da Costa, a construtora responsável pelo projeto. O museu foi obrigado a mudar-se para “fora de portas”, com exposições em vários locais da cidade. Só três anos depois, em 2021, é que retomaram as obras, já nas mãos da construtora Teixeira Duarte, a vencedora do concurso público entretanto aberto para concluir a empreitada, com um prazo de conclusão dos trabalhos de dois anos. A abertura chegou a estar apontada para 2023, mas foi sendo sucessivamente adiada.

São mais de 12 mil as peças que constam do inventário do museu que tem na sua base a coleção de moda e design de Francisco Capelo — que a vendeu por cerca de 6,6 milhões de euros à Câmara de Lisboa, em 2003, mas que entretanto se incompatibilizou com a câmara e com a diretora do equipamento, Bárbara Coutinho. Durante o tempo em que o museu esteve fechado novas peças têm vindo a ser integradas no acervo, nomeadamente a coleção do antigo Teatro da Cornucópia, que cessou atividade em 2016, e da cenógrafa Cristina Reis, que ascende a mais de mil peças.

O MUDE é o único museu municipal que não está sob a alçada da empresa municipal de cultura, a EGEAC.

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