• Dom. Jul 14th, 2024

Construtores automóveis chineses XPeng e NIO não vão abandonar mercado europeu – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Jul 5, 2024

Os construtores automóveis chineses XPeng e NIO garantiram esta quinta-feira à AFP que não têm intenção de abandonar o mercado europeu depois de a UE ter imposto sobretaxas compensatórias aos veículos elétricos provenientes da China.

União Europeia taxa carros chineses. BYD paga 17%, Geely 20% e SAIC 38%

A União Europeia (UE) impôs esta quinta-feira até 38% de direitos aduaneiros adicionais sobre as importações de automóveis elétricos chineses, antes de uma decisão final em novembro, acusando Pequim de favorecer ilegalmente os seus fabricantes.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

UE avança com direitos de compensação às importações de carros elétricos chineses

Na sequência de um inquérito antissubvenções lançado em outubro, Bruxelas anunciou as sobretaxas em 12 de junho, ao mesmo tempo que encetava conversações com Pequim para tentar resolver os problemas e afastar o risco de uma guerra comercial.

Subsídios atribuídos pela China a fabricantes de elétricos ascendem a 215.000 milhões de euros

O construtor automóvel chinês Xpeng, conhecido pelos seus modelos de design, garantiu à AFP que tenciona manter-se no mercado europeu.

UE quer evitar guerra comercial com a China sobre carros elétricos

Como uma empresa com uma visão global, a Xpeng não vai mudar a sua estratégia de exploração dos mercados estrangeiros. Encontraremos formas de minimizar o impacto nos consumidores europeus”, declarou a empresa.

Por seu lado, a sua rival chinesa NIO, com os seus modelos topo de gama, declarou esta quinta-feira à AFP que estava a “seguir de perto” o caso.

“Nesta fase, a NIO mantém os preços dos seus modelos atuais nos seus mercados europeus. No entanto, não é de excluir que os preços possam ser ajustados numa data posterior, na sequência da imposição destes direitos aduaneiros”, declarou a empresa à AFP.

“Apesar desta evolução, a NIO continua totalmente empenhada no mercado europeu: acreditamos na promoção da concorrência e no interesse dos consumidores, e esperamos chegar a uma solução com a UE antes da aplicação das medidas definitivas em novembro de 2024.”

O Executivo da UE tem agora até quatro meses para decidir se impõe direitos definitivos, deixando uma janela de oportunidade para o diálogo com a China.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *