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Emissário israelita esperado esta sexta-feira no Qatar para discutir cessar-fogo em Gaza – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Jul 5, 2024

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Um enviado israelita é esperado esta sexta-feira no Qatar para novas negociações sobre um cessar-fogo com o grupo palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, onde os bombardeamentos e os combates continuam no norte do enclave e em Rafah, no sul.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, instruiu na quinta-feira o chefe do serviço de informações Mossad, David Barnea, para se deslocar ao Qatar, depois de o Hamas ter anunciado novas ideias para pôr fim à guerra no território palestiniano, que começou no dia 7 de outubro com o ataque do movimento islamita contra Israel.

O chefe da “secreta” israelita deverá estar chegar a Doha esta sexta-feira para se reunir com Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, primeiro-ministro do Qatar, segundo uma fonte próxima das negociações citada pela agência France Presse (AFP), embora a data da reunião não seja conhecida.

Benjamin Netanyahu diz querer continuar a guerra até à destruição do Hamas, considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por Israel, e libertar todos os reféns.

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O Hamas, por sua vez, exige um cessar-fogo definitivo e a retirada israelita de todo o território palestiniano.

À medida que os esforços de mediação liderados pelo Qatar, Estados Unidos e Egito se deparam com exigências irreconciliáveis de ambos os lados, a guerra ameaça assumir uma dimensão regional com trocas diárias de tiros na fronteira norte de Israel com o Líbano.

Na quinta-feira, o grupo xiita libanês Hezbollah libanês, aliado do Hamas e do Irão, disparou mais de 200 ‘rockets’ e ‘drones’ contra o norte de Israel e os Montes Golã, na Síria ocupada.

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Em retaliação, o exército israelita anunciou que tinha levado a cabo ataques contra instalações militares no sul do Líbano.

Uma delegação do Hamas reuniu-se com o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, para discutir a situação no terreno e as próximas negociações, disse esta sexta-feira um responsável do movimento palestiniano à AFP.

A guerra em Gaza provocou também um surto de violência na Cisjordânia, ocupada por Israel, onde a Autoridade Palestiniana informou esta sexta-feira a morte de cinco habitantes num ataque israelita em Jenin.

A guerra eclodiu em 7 de outubro, quando os comandos do Hamas levaram a cabo um ataque sem precedentes no sul de Israel, que resultou na morte de 1.195 pessoas, na maioria civis.

Das 251 pessoas raptadas durante o ataque, 116 continuam reféns na Faixa de Gaza, entre as quais 42 que se estimam mortas, segundo o exército israelita.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que até ao momento fez 38.011 mortos, na maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do Governo da Faixa de Gaza liderado pelo Hamas.

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Depois de avançar pelo norte, o exército lançou uma operação terrestre em 7 de maio em Rafah, cidade fronteiriça com o Egito, então apresentada como a última etapa da guerra.

Mas os combates recomeçaram em várias regiões que Israel dizia controlar, nomeadamente em Shujaiya, um distrito oriental da Cidade de Gaza, no norte, onde o exército tem realizado uma operação terrestre apoiada por bombardeamentos desde 27 de junho.

Novos combates eclodiram esta sexta-feira em Shujaiya entre soldados israelitas e combatentes palestinianos, segundo uma fonte do Hamas.

No sul, o exército emitiu na segunda-feira uma ordem de evacuação no leste de Rafah e Khan Younes, o que levantou receios de novas operações em grande escala e obrigou dezenas de milhares de palestinianos a fugir em busca de abrigo seguro e comida.

Testemunhas relataram esta sexta-feira fogo de artilharia israelita e ataques aéreos em Khan Yunis e Rafah, onde decorriam combates terrestres.

“As equipas estão a percorrer longas distâncias carregando corpos por causa da destruição das estradas, o que dificulta o acesso das ambulâncias”, disse à AFP o responsável da Defesa Civil, Mohammed Al Mughair.

No total, 1,9 milhões de residentes da Faixa de Gaza, ou 80% da população, estão agora deslocados, segundo a ONU.



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