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5 formas de reutilizar o seu antigo computador



Um computador antigo pode continuar a ter utilidade em várias tarefas. Eis 5 sugestões, do guardião de ficheiros ao plano B.

Trocar de computador de trabalho é, para muitos, uma necessidade inevitável: os equipamentos envelhecem, ficam mais lentos e deixam de acompanhar as exigências de software e de desempenho. Mas a substituição não tem de significar o fim da linha.

A recomendação de base é simples: em vez de deitar fora, vale a pena reciclar. E “reciclar” pode significar duas coisas: entregar o equipamento num centro de recolha de resíduos eletrónicos ou reconfigurá-lo para um novo propósito.

Com alguns ajustes, um velho computador de trabalho pode transformar-se numa ferramenta prática para armazenamento, comunicações, suporte de rede e até formação interna. Eis, então, 5 sugestões do BGR.

1. O guardião de ficheiros

Uma das utilizações mais diretas passa por convertê-lo em armazenamento físico dedicado.

Apesar da popularidade das cópias de segurança na cloud, continua a ser útil manter ficheiros sensíveis em suportes locais, sobretudo para acesso rápido e controlo direto dos dados.

Se o computador ainda tem um disco funcional e sem erros, pode servir como “arquivo” secundário.

O único problema é que a transferência de ficheiros não se faz com um simples cabo USB comum entre dois computadores: pode exigir um cabo específico de transferência com software próprio, ou uma solução de rede doméstica/empresarial, como ligar o equipamento ao router por Ethernet e criar uma pasta partilhada acessível a partir do computador principal. A velocidade, neste caso, dependerá do desempenho da rede.

2. Um extensor de Wi-Fi

Outra hipótese é aproveitar o equipamento como ponto de acesso ou extensor de sinal Wi-Fi. Em contextos de teletrabalho, a estabilidade da ligação é crucial e nem sempre é possível colocar o computador principal perto do router.

Alguns sistemas, como o Windows 10 e 11, incluem uma opção de “hotspot móvel” nas definições de rede, permitindo partilhar a ligação com outros dispositivos. Não será tão rápido como uma ligação direta ao router, mas pode resolver falhas de cobertura. Quando as opções nativas não chegam, existem aplicações de partilha de rede que criam uma rede secundária a partir da ligação principal.

3. O parceiro das videochamadas

O computador antigo também pode ser otimizado para videochamadas, libertando o equipamento principal para tarefas mais pesadas.

Plataformas como Zoom ou Google Meet consomem recursos de processamento e largura de banda, o que pode atrapalhar quem precisa de trabalhar em simultâneo.

Dedicando um segundo computador às chamadas, torna-se possível manter documentos e aplicações críticas a correr no sistema principal. Para isso, basta garantir webcam, microfone, navegador e a aplicação de videoconferência — e, idealmente, limpar ficheiros e programas desnecessários ou reinstalar o sistema operativo com uma configuração mínima.

4. O computador de formação

Há ainda utilidade num computador de formação para novos colaboradores — ou para primeiro PC do filho/a, por exemplo.

Em ambiente de trabalho, em equipas que exigem treino inicial, um dispositivo isolado — com software essencial instalado e, se necessário, sem acesso à rede principal — pode funcionar como ambiente seguro para aprendizagem, sem risco de interferir com dados reais ou sistemas críticos.

5. O “plano B”

Por fim, manter o computador antigo como backup para emergências ou viagens pode ser uma decisão prudente. Mesmo máquinas novas falham, e ter um plano B evita paragens de trabalho inesperadas.

No caso de portáteis, o “segundo equipamento” pode ser especialmente útil para deslocações de última hora, ao permitir trabalhar fora de casa sem levar consigo ficheiros sensíveis ou depender totalmente do computador principal.



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