
O ex-Presidente da República Ramalho Eanes com o candidato presidencial António José Seguro.
“Respeitando todos os portugueses”, ex-chefe de Estado opta por Seguro. Almirante na reserva também, considerando que o adversário, André Ventura, procura sobretudo afirmar-se como alternativa governativa.
O antigo Presidente da República António Ramalho Eanes declarou esta quinta-feira apoio ao candidato presidencial António José Seguro, com quem se identifica “no pensamento democrático” e partilha o entendimento sobre competências e exercício da função de chefe de Estado.
Ramalho Eanes recebeu Seguro no seu gabinete, em Lisboa, e, numa nota à agência Lusa, referiu que, “respeitando todos os Portugueses”, mesmo os que não entendem a democracia da mesma formamanifestou o “apoio a António José Seguro para a função de Presidente da República”.
“E faço-o por considerar que um candidato presidencial que, repetidamente, defende a importância da coesão da sociedade e a ‘dignidade’, num país ‘onde ninguém fique para trás’ – como António José Seguro tem referido – é, nitidamente, um português com o qual tenho uma identificação no pensamento democrático”, justificou.
De acordo com o antigo Presidente da República, esta “identificação no pensamento democrático” é ainda “mais aprofundada” pelo “entendimento partilhado sobre as competências e o exercício da função de Presidente da República portuguesa”.
O general António Ramalho Eanes foi, nas presidenciais de 1976, o primeiro Presidente da República democraticamente eleito após a Revolução de 25 de Abril de 1974. É frequentemente tido pelos portugueses como o melhor chefe de Estado da era democrática.
Gouveia e Melo “vota útil” em Seguro
Por outro lado, o ex-candidato presidencial Gouveia e Melo anunciou que vai votar “útil” em António José Seguro na segunda volta, considerando que o adversário, André Ventura, procura sobretudo afirmar-se como alternativa governativa.
“Avaliando o posicionamento dos candidatos, e na convicção de que um se procura afirmar sobretudo como alternativa governativa, o meu voto útil será no doutor António José Seguro”, escreve Henrique Gouveia e Melo, que ficou em quarto lugar na primeira volta, em nota que enviou à agência Lusa.
O almirante na reserva nunca escreve na nota o nome do líder do Chega, André Ventura, e só por uma vez se refere a António José Seguro. Considera que está a deixar aos portugueses que confiaram em si “como candidato independente” um contributo “para uma escolha consciente e esclarecida”.
