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Crescimento da economia portuguesa pode cair para metade por causa do mau tempo



Paulo Novais / LUSA

Empresa United Resins afetada pelo vento da depressão Kristin, Figueira da Foz

Possível queda já 2026, mas também os próximos anos poderão ser afetados. Centro reúne muita indústria e muita exportação.

A economia portuguesa cresceu 1,9% no ano passado. Para este ano, as previsões apontam para 2,2% ou 2,3% – mas esses números foram divulgados antes do mau tempo dos últimos dias.

UM região Centro, sobretudo Leiria e arredores, foi a mais afetada. E é nessa região que estão muitas das empresas portuguesas focadas na indústria por exportação.

Ó Diário de Notícias avisa agora que o crescimento da economia pode ficar (muito) aquém do que as contas anteriores sugeriam. Mesmo que os cálculos atuais ainda sejam algo precoces.

Primeiro, há prejuízos enormes em inúmeras empresas – e, por consequência, prejuízos na economia.

Depois, olha-se para o total de apoios de 2,5 mil milhões de euros anunciado pelo primeiro-ministro, no domingo passado.

Isto significa que o Produto Interno Bruto (PIB), em vez de crescer 5,7 mil milhões de euros ao longo deste ano, pode ficar-se pelos 3,2 mil milhões de euros (retira-se ao valor inicial os tais 2,5 mil milhões em apoios).

A taxa de crescimento anual passa para 1,3%. É pouco mais de metade da previsão anterior.

Mas as contas podem ser piores: o próprio primeiro-ministro, Luís Montenegro, prevê que os danos possam ser “muito superiores ao esperado”.

O Centro é uma região muito industrializada; e agora fica muito comprometida, devido à destruição completo de fábricas, ou outras que, não tendo sido destruídas, tiveram que parar.

Milhares de casas e empresas ainda não têm luz, água, ou comunicações. E isto também é sinónimo de economia parada, muito menos gente a trabalhar.

Como exportações – vidro, cerâmica, cimento – também estão a sofrer, e vão continuar a sofrer, uma queda considerável.

Os prejuízos vão ser de milhões de euros só no vidro, avisa a Associação dos Industriais de Vidro de Embalagem, na agência Lusa.

No setor de cimento e betão, a Secil deixou de trabalhar, temporariamente, em Leiria e em Alcobaça.



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