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O momento “qual é a pressa?” de Seguro virou-se ao contrário



José Coelho / LUSA

António José Seguro visita empresas afetadas pela depressão Kristin em Proença-a-Nova

“Qual é a dúvida?”. Candidato diz que os portugueses são muito bons no improviso – mas agora o contexto exige o contrário.

A frase ficou famosa há 13 anos e ainda hoje é recuperada, sobretudo em programas de humor ou sátira.

Foi em Janeiro de 2013 que António José Seguro, começando a sentir-se apertado na liderança do PS devido à provável concorrência interna, foi questionado sobre a data do próximo congresso dos socialistas.

Esse congresso poderia ditar eleições internas e a sua saída do cargo de secretário-geral do PS. Quando será? Seguro respondeu com outra pergunta: “Qual é a pressa?” – e repetiu essa questão várias vezes nessa conversa com os jornalistas.

O seu adversário principal era o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, reforçou o, na altura, líder dos socialistas.

“Qual é a dúvida?”

Mais de uma década depois, o contexto mudou, o assunto é bem diferente. E, agora, Seguro apela à pressa. E pergunta: qual é a dúvida em relação à pressa que é preciso ter?

No domingo, o candidato a presidente da República disse que as medidas do Governo, de apoio aos afectados pela depressão Kristin“vão na direcção certa” – mas também avisou: “O que é importante é que cheguem o mais rapidamente às pessoas, às empresas e às famílias que estão em dificuldades”.

Nesta terça-feira, ao lado do presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, Seguro reforçou: para pessoas e empresas se reerguerem das trevas, os “apoios têm que ser rápidos”.

“A realidade é a pressão: as pessoas estão aflitas. Quer os empresários, quer as pessoas que ficaram com danos nas suas casas, precisam rapidamente desses apoios”, afirmou.

Eu não percebo qual é a dúvida: os apoios têm que chegar rapidamente. Chega de palavras – este é o momento de acção”, alertou António José Seguro.

O improviso não chega

Já dentro de uma empresa local de cerâmica, Seguro apelou que “rapidamente” se façam as obras de construção civil que são necessárias.

E avisou que o habitual – e bom – improviso dos portugueses, agora, não é suficiente: “Nós somos muito bons no improviso. Mas fenómenos desta natureza não precisam do improviso; precisam do contráriode organizar as nossas competências e os nossos recursos. E isso é crucial. É por isso que este tema não pode sair da agenda”.

António José Seguro disse ainda aos jornalistas que vai voltar a estas zonas bastante afectadas e “verificar se os apoios anunciados chegaram mesmo”.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //



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