
António Pedro Santos / LUSA
Marcelo Rebelo de Sousa visita zonas afetadas pela depressão Kristin
As declarações sobre o “tempo da Maria Cachucha”. Presidente da NOS acha que Marcelo está mal informado e defendeu profissionais.
Ainda na análise ao mau tempo, Marcelo Rebelo de Sousa esses que Portugal tem postes de eletricidade “do tempo da Maria Cachucha”inclusive com mais de 50 anos.
O presidente da República acha que as telecomunicações não “podiam demorar tanto tempo” a serem repostas.
Como empresas de telecomunicações “portaram-se mal”, apontou: “A Vodafone aguentou um bocadinho maismas depois ficou tudo sem comunicações”, acrescentou o chefe de Estado.
“Está visto para problemas mais complexos, é preciso tirar lições, são precisas respostas novas”, analisou.
MEO e NOS não gostaram destas palavras. E acham que Marcelo não foi justo, sobretudo, com os trabalhadores das respectivas empresas que têm estado no terreno nestes dias.
Ana Figueiredo, presidente executiva da MEO, contou que o plano de contingência foi ativado logo no dia 28 de janeiro, o dia mais trágico da depressão Kristin: mais de 1.500 técnicos não-campomobilizados de forma contínua, “muitas vezes em condições extremamente exigentes”.
“Foi igualmente acionada a nossa sala de criseem funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, garantindo coordenação permanente de todos os meios técnicos e operacionais”, detalhou Ana Figueiredo.
Miguel Almeida, presidente executivo das NOS, não hesitou ao dizer que o presidente da República está mal informado.
O responsável acha que Marcelo revelou insensibilidade e desumanidade face aos “centenas de profissionais que, desde a passada quarta-feira, trabalham dia e noite” na recuperação da maior destruição de redes de comunicações alguma vez registada em Portugal.
Os responsáveis de MEO e NOS defendem sobretudo os planos ativados e os profissionais que têm estado no terreno – mas Marcelo falou sobretudo sobre as infraestruturas ultrapassadas. As operadoras não falaram sobre o estado das suas instalações.
