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Rússia tem nova exigência sobre a Ucrânia. Mas há progressos



Maria Senovilla/EPA

Depois das “medidas concretas e soluções práticas” do primeiro dia, negociações registaram progressos nesta quinta-feira.

As delegações russo e ucraniana iniciaram hoje o segundo dia de discussões em Abu Dhabi, sob a mediação dos Estados Unidos, com o objetivo de pôr fim a quase quatro anos de guerra na Ucrânia.

“O segundo dia de negociações em Abu Dhabi começou. Estamos a trabalhar no mesmo formato de ontem (quarta-feira): consultas trilaterais, grupo de trabalho e alinhamento de posições”, disse o negociador ucraniano Rustem Umerov.

É um clima mais profissional do que em todos os encontros anteriores, segundo a agência TASS. As divergências continuam mas o ambiente melhorou.

A Rússia disse hoje que reportou progressos nas negociações em Abu Dhabi entre a delegação de Kiev e de Moscovo, supervisionadas pelos Estados Unidos, com o objetivo de encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia.

O enviado da Rússia para assuntos económicos, Kirill Dmitriev, disse aos jornalistas que “há progressos”mas acrescentou que Moscovo registou tentativas do que chamou “instigadores da guerra” europeus que pretendem obstruir o processo negocial, chamando “belicistas” à Europa e ao Reino Unido.

Já no primeiro dia, Umerov tinha dito que a Ucrânia registou “medidas concretas e soluções práticas” ao longo das discussões.

Por outro lado, Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse aos jornalistas que a guerra vai continuar “até que o regime de Kiev tome as decisões apropriadas”.

O que exige a Rússia

O principal ponto de discórdia nas negociações é o destino a longo prazo do território no leste da Ucrânia, nomeadamente no Donbas.

Moscovo exige que, antes de assinar qualquer acordo, Kiev retire as suas tropas de vastas áreas do Donbas, incluindo cidades fortemente fortificadas situadas sobre extensos recursos naturais.

O grupo exige ainda o reconhecimento internacional de que as terras tomadas na invasão pertencem à Rússia.

E é aqui que entra uma nova exigência, destaca o Nexta: além de exigir que a Ucrânia desista do Donbas, a Rússia exige o reconhecimento daquela região como território russo por parte de “todos os países” envolvidos nas negociações.

O presidente da Ucrânia não acredita que os russos fiquem com aquela zona da Ucrânia. Volodymyr Zelenskyy disse na TV Françana noite passada, que a Rússia precisaria de mais 800 mil soldados e de, pelo menos, dois anos, para conquistar o Donbas.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP // Lusa



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