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Estão aí os Jogos Olímpicos de Inverno



Anna Szilagyi/EPA

Prova regressa a Itália. Cerimónia de abertura ainda não se realizou mas as provas já começaram. Recuemos a 2002, Salt Lake City.

Falta apenas um dia para o início oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026. Desta vez em Itália (segunda vez neste século em solo italiano, depois de Turim em 2006).

É a maior prova do mundo, no que diz respeito às modalidades realizadas sobre neve ou gelo.

Por motivos lógicos, os Jogos Olímpicos de Inverno não são propriamente o evento desportivo mais seguido em Portugal. Mas esta edição volta a ter portugueses.

Serão três atletas, no esqui alpino e no de fundo: José Cabeça é de Évora e aprendeu a esquiar no YouTube; Vanina Guerrilho (a primeira a ir duas vezes aos Jogos) e Emeric Guerillot nasceram em França, são irmãos – e o pai de ambos é instrutor de esqui, resume a Sábado.

De fora ficou, por segundos, Jéssica Rodrigues (patinagem de velocidade); e a equipa de bobsleigh também ficou a segundos do apuramento.

A cerimónia de abertura será amanhã, sexta-feira, mas as provas já começaram na quarta-feira. Há jogos de curling e hóquei no gelo a decorrer, ou qualificação no snowboard.

Steven Bradbury, 2002

Inúmeras histórias poderiam ser partilhadas sobre edições passadas dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Mas provavelmente a mais invulgar, pelo menos num passado recente, é a de Steven Bradbury.

Contexto: Jogos Olímpicos 2002, Salt Lake City (EUA), final dos 1.000m na patinagem de velocidade.

O australiano era o favorito a ficar… no último lugar. Nunca um australiano tinha conseguido uma medalha de ouro. Aliás, nunca um atleta ou equipa do hemisfério sul tinha conseguido uma medalha de ouro em Jogos Olímpicos de Inverno.

Além disso, Bradbury tinha chegado à final, sim, mas era um veterano. Não um velho mas, aos 29 anos, estava quase a retirar-se. Os Jogos Olímpicos em Salt Lake seriam mesmo a sua última prova.

Voltando à final: última curva e o australiano estava em último lugar. Até algo longe dos outros finalistas, a alguns metros de distância. Normal. Mas os outros quatro finalistas caíram.

E Steven Bradbury ganhou.

Ficou para sempre aquela imagem da sua reacção, a abrir os braços já depois da meta, como quem diz: “Sou obrigado a ganhar…”. Enquanto sorria, claro.

Há quem diga que foi sorte.

Há quem diga que foi um exemplo de perseverança, de que vale sempre a pena lutar até ao fim por uma medalha.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //



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