
José Coelho / Lusa
António José Seguro considera que o Estado “tem de ser mais eficiente” nos apoios dados às pessoas afetadas pela tempestade Kristin, pois, se não acode “quando mais precisam”, passam “a não confiar na democracia”.
Se o Estado não acudir às pessoas, elas deixam de acreditar na democracia. É a tese defendida pelo candidato presidencial, António José Seguro.
“O Estado tem que ser mais eficiente“, disse, num jantar com apoiantes na Guia, em Albufeira (distrito de Faro).
O candidato discursava acerca da tempestade Kristinchamando a atenção “das autoridades públicas e do Governo que é preciso cuidar rapidamente das famílias e das empresas”, considerando que os apoios do Governo “vão na boa direção”, mas “é preciso que cheguem às pessoas quando elas mais precisam”.
“É preciso que cheguem às empresas para que se continue a laborar, a trabalhar, a não perder encomendas e a conseguir com isso pagar salários”, insistiu Seguro, quw num almoço em Castro Verde (distrito de Beja) já tinha admitido receio de que a burocracia e a inoperância do Estado atrasem a chegada dos apoios às pessoas e empresas afetadas.
“Eu temo que a tradicional burocracia, alguma inoperância de estruturas do Estado dificultem ou façam com que haja atrasos na chegada desses apoios às pessoas. E é neste momento que as pessoas precisam desse apoio e precisam dessa urgência. Não é depois”vincou o candidato.
No Algarve, o candidato voltou ainda a posicionar-se como leal à atual Constituição, que “representa e expressa a visão de um país que quer progredir e que não deixa ninguém para trás”, sendo “por isso que o Estado Social é importante para garantir saúde para todos, educação para todos, proteção social para todos”.
