
MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
O Presidente da República fez a sua última mensagem presidencial em véspera da segunda volta das eleições presidenciais deste domingo (não em todas as freguesias do país), disputada entre António José Seguro e André Ventura.
Marcelo Rebelo de Sousa apelou à participação na segunda volta das eleições presidenciais defendendo que votar significa vencer a calamidade e também afirmar a democracia.
“Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade. Votar amanhã chama-se democracia”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, numa comunicação ao país, transmitida em direto a partir do Palácio de Belém, em Lisboa.
Na sua última mensagem presidencial em véspera de eleições – que optou por não fazer na primeira volta destas presidenciais, há três semanas –, o chefe de Estado dirigiu-se em especial às “centenas de milhares” de portugueses afetados pelas recentes tempestades, os que perderam familiares ou as suas casas, os que “se sentiram isolados, angustiados ou desesperados”.
Nem todos votam este domingo
Mais de 36 mil eleitores, Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos, Golegã, Salvaterra de Magos e outras freguesias dos concelhos de Leiria, Santarém e Cartaxo só voltam no próximo domingo (dia 15 de fevereiro), por estar em estado de calamidade, devido às consequências do mau tempo.
A Câmara Municipal da Marinha Grande alterou um dos três locais de voto para as eleições presidenciais de domingo na freguesia de Vieira de Leiria, substituindo a Biblioteca de Instrução e Recreio pela Colónia de Férias da PSP.
Como assembleias de voto abriram às 08h em Portugal Continental e na Madeira para a segunda volta das eleições presidenciais, encerrando às 19h. Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Venturaos dois mais votados em 18 de janeiro.
No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.
António José Seguro, apoiado pelo PS desde a primeira volta e pelos partidos à esquerda depois, surgirá em primeiro lugar no boletim de voto, seguido por André Ventura, presidente do Chega.
O universo eleitoral é idêntico ao das eleições de 18 de janeiro: 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
