
Paulo Novais / Lusa
Segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, a afluência às urnas até às 12h estava acima do que se registou na primeira volta. Os candidatos António José Seguro e André Ventura já exerceram o seu direito.
A afluência às urnas na segunda volta das eleições presidenciais situava-se, até às 12h de hoje, nos 22,35%.
Na primeira volta, em 18 de janeiro, à mesma hora, a afluência foi de 21,18%, o que se traduz numa subida de 1,17 pontos percentuais. A taxa de abstenção atingiu os 47,6%.
Nas eleições presidenciais de 2021, em ano de pandemia, a afluência às urnas às 12:00 situou-se nos 17,07% e em 2016 era de 15,82%.
António José Seguro e André Ventura já votaram
O candidato presidencial António José Seguro pediu aos eleitores que aproveitem “a aberta no mau tempo” para ir votar e dizer “o que querem e quem querem para Presidente da República”.
Seguro votou na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, pelas 10h30, acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado Freitas. À saída, em declarações aos jornalistas, as primeiras palavras foram de condolências à família do bombeiro que morreu em Campo Maior na véspera e também de solidariedade a todas as famílias afetadas pelo mau tempo.
“Eu espero que esta abertura de tempo permita que as pessoas venham votar. Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta e decide mesmo o futuro do nosso país”, apelou, considerando que esta é uma decisão “muito importante”.
“O meu apelo é muito simples: a todos os portugueses, não deixem que escolham por vós. Saiam de casa e venham votar. Votem, votem, votem, votem, votem. Essa é a melhor homenagem que podem fazer à democracia”, pediu.
No “dia da democracia, em que todos os portugueses devem exercer o seu direito de voto”, o ex-líder do PS disse aos jornalistas que ainda ia “tomar o pequeno-almoço”, depois terá “um almoço de família, como sempre”, para durante a tarde se preparar, receber os resultados e ir para o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, onde será de novo a sua noite eleitoral, “para estar com os apoiantes e fazer uma declaração ao país”.
Já o candidato presidencial André Venturapelo contrário, considerou “um desrespeito pedir às pessoas para irem votar“, tendo em conta a situação em algumas zonas do país devido às cheias, mas espera que “todos consigam cumprir o dever”.
“Hoje é dia de fazer a democracia, espero que todos consigam pelo país, porque as circunstâncias estão muito difíceis, e que todos consigam cumprir esse dever e expressar a vontade de quem querem para o futuro e que tipo de país é que querem”, disse aos jornalistas André Ventura após ter votado na Escola Básica do Parque das Nações, em Lisboa, acompanhado pela mulher, Dina Antunes Ventura.
“Foi um desrespeito mandarem votar as pessoas num dia como o de hoje, sobretudo tendo em conta o que aconteceu nas últimas 24 horas”, sublinhou, frisando que “há muitas zonas do país em que as pessoas se sentem desrespeitadas e portugueses de segunda”.
O candidato disse igualmente que “a partir do momento que os podres públicos decidiram” que era para votar, os portugueses têm de “cumprir as designações dos poderes púbicos” e “participarem dentro daquilo que puderem, para não deixarem o futuro na mão dos outros”.
Urnas fecham às 19h
As urnas para as eleições presidenciais abriram hoje às 08h em Portugal Continental e na Madeira e uma hora depois nos Açores devido à diferença horária, encerrando às 19h.
Há, no entanto, municípios onde o ato eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, e deixou um rastro de destruição.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.
No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%segundo o edital do apuramento geral dos resultados.
