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Montenegro dá os parabéns a Seguro



Paulo Novais / Lusa

O primeiro-ministro Luís Montenegro

Primeiro-ministro garantiu cooperação e colaboração da parte do Governo, em nome da estabilidade. E não se esqueceu do contexto das tempestades.

Logo após as projecções iniciais sobre a segunda volta das eleições presidenciais, Luís Montenegro falou com o vencedor, António José Seguro.

“Quero em nome do Governo dirigir uma palavra de felicitação ao doutor António José Seguro, Presidente da República eleito”, começou por dizer o primeiro-ministro, ao início da noite deste domingo.

Nesta declaração a partir do Porto, as primeiras palavras de Luís Montenegro foram sobre o contexto em que o país está, depois das tempestades que originaram até o adiamento das eleições em vários locais. O primeiro-ministro elogiou a “grande maturidade cívica dos portugueses” nestas eleições com “elevada participação” numa altura de “grandes adversidades”.

Montenegro revelou que, além da conversa com Seguro, também já tinha falado com o candidato derrotado, André Ventura.

Assegurou que o Governo vai ter “toda a disponibilidade para trabalharmos em prol do futuro de Portugal, com espírito de convergência para salvaguardarmos o interesse dos portugueses, com toda a cooperação, com todo o sentido de servirmos Portugal e o povo português de forma positiva e construtiva, cada um ao nível da responsabilidade que a Constituição atribui”.

O primeiro-ministro deixou a certeza de que, entre Governo e presidente da República, haverá “cooperação e colaboração”. Será essa a “nota dominante que garantirá a estabilidade política em Portugal”.

Garantiu que a origem política dos presidentes da República (Seguro vem do PS) que define o mandato do novo presidente: “Estou certo que não será difícil estabelecermos uma cooperação com António José Seguro”.

Mas Luís Montenegro olhou sobretudo para o futuro próximo. Prevê agora um período de “cerca de três anos e meio sem eleições nacionais”, contrariando o passado recente do cenário político em Portugal. ´”Todos os órgãos de soberania estão legitimados. É altura de todos cumprirem”.

Montenegro focou-se no que é preciso fazer no país, salientando os sectores da saúde, e educação ou da habitação.

Espera que o programa do Governo possa ser cumprido, sem obstáculos, até 2029.

Repetiu que as ideias são: reformar o Estado, acelerar as respostas a pessoas e empresas, para deixar às próximas gerações um “território cuidado”.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //



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