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presidente de Leiria falou com “coração junto à boca”



(dr) Câmara Municipal de Leiria

Gonçalo Lopes, presidente da Câmara Municipal de Leiria

“Continuam a existir muitas barreiras entre Lisboa e o resto do país”, atirou Gonçalo Lopes. Ministro percebe a sua “paixão”.

O presidente da Câmara Municipal de Leiria voltou a “atacar”. Depois das famosas declarações sobre o “carrossel” e o “jardim zoológico” na cidade, o foco agora foi outro: as respostas a quem precisa – e como seriam em Lisboa.

Gonçalo Lopes disse nesta segunda-feira que, se o impacto da depressão Kristin fosse na casa de quem governa o país, a resposta teria sido mais rápida, ao referir-se ao restabelecimento da energia elétrica.

“Ficamos com a clara sensação de que todo este esforço importante – e não ponho em causa os trabalhos que estão a ser feitos por todos os trabalhadores envolvidos – demonstra uma outra situação, é que, de facto, o país pode ser solidário, o povo é solidário, mas continuam a existir muitas barreiras entre Lisboa e o resto do país, porque, se isto tivesse acontecido na casa de quem nos governa, a resposta teria sido mais rápida e se calhar teria sido outra”, afirmou Gonçalo Lopes.

Numa conferência de imprensa nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações municipal, o autarca socialista considerou que o grau de empatia que se deve ter na política passa por colocar-se “no lugar de quem mais sofre e não deixar para trás aqueles que são os mais desfavorecidos, aqueles que vivem nas aldeias, as populações mais idosas”.

Assegurando ter “uma avaliação muito clara sobre as limitações e os meios empregues no terreno”, Gonçalo Lopes considerou, contudo, que a resiliência de uma empresa como a E-Redes, a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, “deveria ser maior e deviam ter sido acionados mecanismos de apoio mais cedo”.

“Uma empresa que tem responsabilidade de levar energia à casa das pessoas e à qual pagamos todos os meses na nossa fatura, com uma tarifa que é regulada por uma entidade própria, obrigava a outra capacidade de resposta”, declarou, lamentando que “a capacidade de resposta, a nível nacional, tenha sido insuficiente e não tenham sido acionados os meios internacionais necessários para que este restabelecimento seja mais rápido”.

O presidente do município adiantou que havia 17.030 clientes sem eletricidade no concelho, “informação recolhida na plataforma” a que a autarquia tem acesso.

“Quando se fala de informação, não se fala só dos contadores que estão ativos”, sustentou, sublinhando haver mais “informação que é importante, nomeadamente a do planeamento, dos trabalhos executados, das prioridades”.

Nesse sentido, destacou que “a dimensão de transparência não se resume a um Excel”, assumindo ter “muitas dúvidas sobre essa informação”.

Ministro percebe paixão

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, refutou as afirmações do presidente da Câmara de Leiria.

“Claro que não é isso. Eu percebo essa paixão, o momento crítico que os senhores autarcas estão a viver, e muitas vezes o coração está junto à boca“, esses.

Os governantes colocam o país à frente dos seus próprios interesses. Os portugueses que me estão a ouvir que não tenham dúvidas absolutamente nenhumas”, disse o ministro.

“Percebo as afirmações neste momento mais quente, mas refuto completamente essa afirmações”, afirmou.

Pinto Luz adiantou que as comunicações não poderão “ser retomadas a 100% enquanto não tivermos energia”massa E-Redes “está a fazer um trabalho hercúleotem mais de mil homens no terreno e está a repor todas as situações”.



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