
Jean-Chistophe Bott/EPA
Breezy Johnson (ao centro) com a medalha de ouro que ficou danificada, segundos depois
Breezy Johnson lançou o alerta em Milão-Cortina, mas não é o único caso. Organização garante que o problema foi identificado e que há solução.
“Está danificada. Eu estava a saltar de alegria e a medalha, simplesmente, caiu”.
O alerta foi dado por Breezy Johnson, que venceu a prova do descida do esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026 – numa final que esteve interrompida por causa da queda grave da “lenda” Lindsey Vonn, que foi retirada de helicóptero.
Breezy Johnson estava a celebrar o seu título olímpico em Cortina, e a sua medalha de ouro… caiu. E sofreu danos, já no chão.
Esta tendência começou logo no domingo, dia do título de Breezy. Foi logo no segundo dia oficial de competições em Milão-Cortina. A medalha solta-se da fita, ou fica mesmo danificadaainda durante a cerimónia do pódio, ou pouco depois.
Justus Strelow, alemão que ficou com medalha de bronze no biatlo, e Ebba Andersson, sueca medalhista de prata no cross-country, também viram as suas medalhas ficarem estragadas. Aliás, a de Ebba partiu-se em dois.
Na segunda-feira, a organização informou que iniciou uma investigação sobre o assunto.
Não há uma explicação clara, mas pode haver falha no mecanismo de segurança da fita; ou o peso das medalhas; ou a temperatura local.
No dia seguinte, terça-feira, os organizadores dos Jogos e a Casa da Moeda Italiana anunciaram que já tinham encontrado uma solução para esse problema. Os atletas que receberam medalhas danificadas podem devolvê-las para reparação imediata.
A organização de Milão-Cortina 2026 não divulgou o número exato de medalhas afectadas; disse que era uma quantidade limitada.
E também não deu detalhes sobre as falhas técnicas das medalhas.
