
Miguel Gutiérrez/EPA
Maria Corina Machado
O Instituto Nobel Norueguês afirmou que o Prémio Nobel da Paz não pode ser transferido, partilhado ou revogado, na sequência de declarações da líder da oposição venezuelana María Corina Machado, que sugeriu que poderia entregar o seu galardão de 2025 ao Presidente norte-americano Donald Trump.
Na segunda-feira, numa entrevista na Fox News, a vencedora do Nobel da Paz 2025, Maria Corina Machadoafirmou que poderia entregar o prémio ao presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo a líder da oposição venezuelana, esse “seria um acto de gratidão do povo venezuelano pela destituição do ditador Nicolás Maduro“, o presidente do país, que foi capturado na semana passada pelos Estados Unidos após um ataque a Caracas.
Numa declaração, o Instituto Nobel Norueguês afirmou entretanto que a decisão de atribuir um Prémio Nobel é final e permanentecitando os estatutos da Fundação Nobel, que não permitem recurso.
A organização salientou ainda que os diferentes comités que atribuem os prémios Nobel não comentam as acções ou declarações dos laureados após a entrega dos galardões.
“Uma vez anunciado um Prémio Nobel, este não pode ser revogado, partilhado ou transferido para terceiros”, afirmaram o Comité Nobel e o Instituto Nobel Norueguês na sexta-feira. “A decisão é definitiva e mantém-se para sempre.”
“Chegou a oferecer-lhe o Prémio Nobel da Paz?”, perguntou Sean Hannity a Corina, na entrevista de segunda-feira. “Isso aconteceu mesmo?” A engenheira, professora e política venezuelana respondeu que “bem, ainda não aconteceu“.
Donald Trump, que há muito mostra interesse em ganhar o Prémio Nobel da Paz e que por vezes o tem associado a conquistas diplomáticas, afirmou recentemente que seria uma honra aceitar o galardãocaso Machado lho oferecesse durante um encontro previsto em Washington para a próxima semana, nota a Reuters.
Maria Corina Machadoantiga deputada da Assembleia Nacional venezuelana, foi impedida de se candidatar às eleições gerais de 2024 pelas autoridades alinhadas com Maduro.
A Nobel da Paz apoiou Distância Edmundo Gonzálezque foi amplamente considerado como tendo vencido a votação, com 67% dos votosembora Maduro tenha reclamado a vitória. Auditorias aos boletins de voto realizadas por observadores independentes revelaram irregularidades nos resultados oficiais.
