
Nuno Fox / Lusa
Ricardo Sousa, Joana Amaral Dias, José Cardoso – nomes que, apesar de nem sequer serem candidatos, constam nos boletins de voto. Mais curioso ainda é que poderão marcar presença na segunda volta (pelo menos, em alguns boletins).
Já é estranho que Ricardo Sousa, Joana Amaral Dias e José Cardosonão sendo candidatos, estejam no boletim de voto. Mais estranho é a possibilidade de estarem também numa eventual segunda volta.
Os portugueses vão escolher o Presidente da República no próximo domingo, podendo os eleitores no estrangeiro fazer a sua escolha nesse dia e também um dia antes, sempre presencialmente.
No caso de existir uma segunda volta, os eleitores emigrantes poderão votar a 7 e 8 de fevereiro. Isto implica que os boletins de voto para esta segunda volta terão de ser elaborados, impressos em Portugal e enviados para os países onde residem estes eleitores portugueses.
Plano B com todos (e mais alguns)
Ó tempo não é largo e, por isso, o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), André Wemansgarante que já existe um plano B para o caso de os novos boletins não chegarem a tempo a todos os eleitores portugueses no estrangeiro.
O objetivo é, existindo uma segunda volta nesta corrida eleitoral, que os novos boletins cheguem aos eleitores, para o que serão acionados os meios possíveis.
Nos casos em que isso não se concretize, e que se espera que sejam pontuais, o plano B pressupõe que a votação seja feita nos boletins da primeira volta – com todos os candidatos e até os não candidatos Ricardo Sousa, Joana Amaral Dias e José Cardoso.
O número de eleitores recenseados para as eleições de domingo é de 11.039.672, dos quais 1.777.019 votam no estrangeiro.
Neste sufrágio votam mais 226.956 portugueses a residir no estrangeiro do que em 2021.
São candidatos a estas eleições Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correiao sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
