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Portugal fez um aviso à UE sobre a Gronelândia



ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel

Paulo Rangel advertiu a UE que esquecer as regiões ultraperiféricas, como a Madeira e os Açores, “tem um preço”, atribuindo as tensões sobre a Gronelândia à “menor atenção” àquele território autónomo dinamarquês.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangeldeixou, esta terça-feira, avisos à União Europeia, lembrando que esquecer regiões ultraperiféricas “tem um preço”.

A Gronelândia está fora da UE há bastante tempo, mas talvez tenha sido algum olvido e menor atenção que se deu a esse território que explique algumas das tensões a que assistimos hoje”, considerou o governante, intervindo no encerramento de um debate no parlamento português sobre o programa da Comissão Europeia para este ano, com a presença da comissária europeia Maria Luís Albuquerque.

Para o chefe da diplomacia portuguesa, a “não atenção às regiões ultraperiféricas tem um preço que se paga no futuro”.

A Gronelândia, território autónomo do Reino da Dinamarca, tem sido cobiçada pelo Presidente norte-americano, Donald Trumpque já declarou que iria tomar posse da vasta ilha ártica, com uma localização estratégica e recursos minerais significativos, “de uma forma ou de outra”.

Rangel defendeu que “uma União Europeia que se quer como espaço geopolítico não pode deixar de considerar as regiões ultraperiféricas”, deixando críticas ao próximo orçamento de longo prazo (quadro financeiro plurianual 2028-2034).

“É um contrassenso que a Comissão (Europeia), na sua proposta, esqueça as regiões ultraperiféricas quando justamente diz que quer ser geopolítica”, afirmou.

Como regiões ultraperiféricas, como a Madeiras e os Açoresprosseguiu, “são territórios europeus e em que a União Europeia tem um papel”.

Se Bruxelas, “pela sua distância, pela sua especificidade, tende a porventura, sem nenhuma intenção negativa, não lhes dar o relevo que eles têm, evidentemente que vai haver um momento em que eles se tornam críticos para a União, mas a União já não dispõe de instrumentos para voltar atrás e emendar erros do passado”, considerou o chefe da diplomacia portuguesa.



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