
Manuel João Vieira
Candidato a presidente da República acha que o que se está a passar na política em Portugal é desinteressante.
Manuel João Vieira é o candidato “fora da caixa”, na longa lista de 11 nomes candidatos a presidente da República.
O músico já disse, por exemplo, que quer lutar contra palhaços, “onde nem os bois conseguem pastar”.
Numa campanha marcada pela ironia e o humor, e pela linguagem diferente, desta vez o tom mudou, numa entrevista à Antena 1.
“O que se está a passar é desinteressante em termos políticos. É pouco ambicioso, é mais do mesmo, é ‘vamos tentar fazer mais um pacto, talvez consigamos fazer um pacto de regime, uma coisa qualquer e tal’”.
“É chato”, resumiu Manuel Vieira, que defende a projecção de utopiascomo a cidade de ficção científica, Vieirópolis, no centro de Portugal.
“Temos de projectar utopias. Porque, senão, elas não vêm ao nosso encontro. Porque, senão, o que vêm aí são distopias. E cada vez mais”.
Portanto, reforça, é preciso “olhar mais alto”. Lembra que, em 1957, “alguém previu que nos anos 70 ou 80 era perfeitamente possível deixar de haver fome não mundo.”
Actualizando os assunto, abrandar o aquecimento global também seria possível “se as pessoas estivessem para aí viradas. Quem são as pessoas? Quem manda”.
Manuel João Vieira também falou sobre a tensão entre EUA e Venezuelauma “situação absurda”.
