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A tracking poll está a “incomodar”



É mesmo sondagem? Leva-se a sério ou é para recordar a “vitória” de Rui Rio? Administrador da Pitagórica já apareceu.

Os números mais constantes sobre as eleições presidenciais 2026, desde que começou oficialmente a campanha, são os da pesquisa de rastreamento, partilhada pela CNNPortugal.

No meio da análise política, há quem lhe chame sondagem, há quem diga que isto não é uma sondagem – “entram 200, saem 200, sempre a mudar”.

Há 15 anos, quando o Público e a TVI apresentaram essa novidade (em Portugal) chamada pesquisa de rastreamentoo director da Intercampus, António Salvador, apareceu para explicar como funciona este questionário.

“É uma sondagem em que se faz de forma mais ou menos contínua o trabalho de campo com os inquiridos. O trabalho é mais ou menos continuado, porque os inquiridos vão sendo atualizado ao longo do inquérito, mas a parte nova é sempre superior à velha.”.

Sendo um ritmo diário de publicação, cada inquirido apenas responde a dois inquéritos seguidos: “Quem responde ao um e ao dois já não responde ao três, pois mais de metade sai a cada inquérito”. Se não sair após o primeiro inquérito ao qual respondeu, sai após o segundo.

Voltando ao presente, às presidenciais 2026, agora a sondagem é feita pela Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF. A CNN reforça que pesquisa de rastreamento é actualizada diariamente com renovação mínima de 200 entrevistas: saem as mais antigas e entram as mais recentes.

Há algumas questões sobre este formato. É diário, há uma renovação constante e a margem de erro máxima é de 4,06% – é quase o dobro, por exemplo, da recente sondagem da Católicacuja margem de erro é 2,2%.

“Incomoda”

Estas questões, estas desconfianças, fizeram com que Alexandre Picoto aparecesse “no terreno”. O administrador da Pitagórica, empresa responsável pela actual pesquisa de rastreamentoé contra as dúvidas que se têm levantado.

Alexandre sugere na CNNPortugal que “a informação incomoda”citando as acusações de “inventar factos”, “manipular percepções” ou “condicionar o voto”.

Apesar de uma sondagem “não ser uma profecia”é um “retrato do momento, com incerteza mensurável”.

Para Alexandre Picoto, a questão não é a Pitagórica estar a ser a única fonte diária de números; a questão é: e as outras? O presidente da empresa defende mais condições, apoios ou incentivos, para aumentar a diversidade de medições públicas. Em vez de “penalizar o único investimento que, naquele período, garantiu dados disponíveis para todos”.

E Alexandre recorda o famoso dia de Janeiro de 2022, quando Rui Rio apareceu à frente de António Costa – e Costa venceu com maioria absoluta nessas legislativas. Mas foi só nesse dia. “Esse dia tem sido repetidamente isolado como prova de um alegado “falhanço” do barómetro”, lamenta.

“O que raramente é lembrado é que, nos dias seguintes, a própria série voltou a deslocar-se e passou novamente a refletir um cenário compatível com uma vitória mais confortável do PS”, recorda.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //



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