
Portugal está no pior top-10 mundial neste capítulo, junto a diversos países europeus. Suíça é a nação mais responsável financeiramente.
Num contexto de incerteza económica, poupar ou investir de forma certeira é ainda mais importante.
Não é por acaso que quase triplicaram as pesquisas por “melhores formas de poupar dinheiro”, ao longo do último mês.
A BrokerChooser foi à procura da forma como as pessoas de cada país gerem os seus rendimentos. No fundo, perceber quais são os países mais e menos responsáveis financeiramente, mais disciplinados.
E Portugal está no top-10…dos piores. Em média, as famílias portuguesas poupam só 4,58% dos seus rendimentos e investem apenas 6,68% dos seus ativos financeiros; por comparação, em Espanha investe-se 16,40% dos ativos financeiros.
Isto apesar de os activos financeiros em Portugal serem relativamente elevados, de 103.807 dólares por agregado familiar.
Este cenário justifica uma pontuação de 6,33 (o máximo é 10). Portugal é o 10.º pior país neste contexto, quase colado à Estónia (6,30).
Curiosamente, os países europeus reinam na indisciplina financeira: a Letónia é o pior com 3,36 pontos, seguida pela vizinha Lituânia (3,95 pontos) e Grécia.
Na Letónia, os habitantes locais praticamente não poupam nada do que ganham (0,02%) – e os gregos até gastam mais 9,30% do que ganham, sublinha o comunicado enviado ao ZAP.
Nos 10 países menos disciplinados financeiramente estão ainda: Grécia, Colômbia, México, Eslováquia, Polónia e Reino Unido.
A Suíça é o país mais responsável financeiramente, com quase um quinto (17,48%) do rendimento familiar a ir diretamente para a poupança.
Suíça (9,54), Suécia (8.96) e Canadá (8.77) ocupam o pódio dos países com mais “juízo” neste contexto.
Adam Nasli, analista chefe da BrokerChooser, deixa 5 dicas para se tornar mais inteligente financeiramente.
A primeira é automatizar: transferências automáticas, contribuições para a reforma e pagamentos regulares de contas, tudo programado.
A segunda é criar objetivos de poupança e investimento. Algo realista – algo que se concretize mesmo.
Defina uma regra de gastos. Muitas pessoas adotam a abordagem 50/30/20: 50% do rendimento segue para necessidades básicas; 30% para compras supérfluas, mas mais gratificantes emocionalmente; 20% do rendimento segue para poupança ou investimentos.
Invista cedo, não necessariamente no momento perfeito.
Por fim, reveja as suas finanças mensalmente. Todos os meses, veja o que fez, o que está a acontecer aos números e o que pode mudar.
