
Associação Holandesa de Doenças Renais
Neorim
Rim artificial portátil, do tamanho de uma mala, tenta restaurar a liberdade dos doentes em hemodiálise.
Quem tem rim com problemas, passa muitas vezes por hemodiálise.
É um tratamento que, em resumo, “purifica” o sangue. Envolve uma máquina – dialisador ou rim artificial – que filtra o sangue, remove toxinas, excesso de líquidos, sal; controla minerais como potássio, substituindo a função renal, geralmente realizada em clínicas, hospitais ou, em alguns casos, em casa.
Para realizar hemodiálise, muitas vezes os doentes com insuficiência renal passam por sessões de cerca de 4 horas, 3 vezes por semana.
É um tratamento vital, necessário, mas intensivo. E muito tempo passado num hospital, como é fácil deduzir.
Foi para dar mais liberdade a estes doentes que surgiu o Neorim, um sistema de diálise móvel. É um rim artificial portátil do tamanho de uma mala.
Já foi criado há alguns anos (2014), pela Fundação Renal Holandesa, mas está agora a ser testado no Centro Médico Universitário de Utrecht, também nos Países Baixos.
Ensaios clínicos que são um “passo importante para a sua introdução nos doentes de diálise”, lê-se em comunicado.
O Neokidney é uma máquina de hemodiálise portátil para uso doméstico e em viagem, do tamanho de uma mala de mão.
É um dispositivo que oferece um tratamento que se adapta à rotina diária do doente – em vez de ser ao contrário.
Tom Oostromdiretor da Fundação Renal Holandesa, resume: “Não estamos apenas a angariar fundos; estamos extremamente empenhados em alcançar melhorias para os doentes renais. No mercado atual da diálise, tem havido pouca inovação nas últimas décadas, embora a tecnologia para desenvolver um dispositivo de diálise compacto e portátil já exista”.
A nefrologista Karin Gerritsen, do Centro Médico Universitário de Utrecht, lidera o estudo europeu e mostra-se otimista: “Mais liberdade para ir onde quiser significa muito para os doentes. Os estudos de segurança e os testes iniciais em França foram positivos. E agora os testes começaram em Utrecht”.
“No estudo atual, estamos a tratar aproximadamente 50 doentes durante um período mais longo, e eles também estão a utilizar o dispositivo em casa”, descreve.
A ideia é começar a introduzir a inovação nos doentes holandeses no final de 2027; e completar os testes com pacientes também na Bélgica e em França, antes obter a certificação necessária na Europa.
