
Paulo Novais / Lusa
Eleições Presidenciais de 2026: eleitora consulta as mesas de voto
A afluência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se, até às 12:00 de hoje, nos 21,18%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Nas últimas eleições presidenciais, em 24 de janeiro de 2021, e à mesma hora, a afluência às urnas foi de 17,07%. Em plena pandemia de covid-19, a taxa de abstenção atingiu os 60,76% — a maior abstenção de sempre em Portugal.
As urnas para as eleições presidenciais abriram hoje às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira e uma hora depois nos Açores devido à diferença horária, encerrando às 19:00.
Na abertura das mesas de voto por todo o país, a partir das 08:00, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) não teve registo de quaisquer incidentessegundo o seu porta-voz, André Wemans.
Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitoresmais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Há 5 anos, a pandemia de covid-19 e o recenseamento automático dos portugueses no estrangeiro contribuíram para aumentar a taxa de abstenção em eleições presidenciais.
Apenas 39,24% dos eleitores participaram nas últimas eleições presidenciais, ano da reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa, realizadas no momento mais grave da propagação da covid-19 em Portugal. Numa altura em que o país estava em confinamento e com restrições sanitárias que limitaram a deslocação às urnas, 60,76% dos eleitores não votaram.
O baixo número de votantes então registado terá sido também justificado pelo recenseamento eleitoral automático dos emigrantes com cartão de cidadão válidoque decorreu de uma mudança à lei feita em 2018.
Nas presidenciais de 2021, dos 1.549.380 inscritos no estrangeiro, apenas 29.153 (1,88%) votaram. A “gigante” taxa de abstenção, de 98,12%contrastou com a registada em território nacional, que foi de 54,55%.
Antes de 2021, a mais alta taxa de abstenção em eleições presidenciais no pós-25 de Abril era a da reeleição de Aníbal Cavaco Silva, em 2011quando 53,56% dos eleitores não se dirigiram às urnas.
UM primeira eleição de Marcelo Rebelo de Sousa, em 2016ocupa o último lugar do ‘pódio’ das taxas de abstenção, com 51,34% abstencionistas.
Nas reeleições ocorre, normalmente, uma menor afluência às urnas, como aconteceu no segundo mandato de Jorge Sampaioem janeiro de 2001, quando houve 50,29% de abstencionistas.
UM exceção a esta ‘regra’ foi protagonizada por Ramalho Eanesque foi reeleito em 1980, num escrutínio que registou a menor percentagem de abstencionistascerca de 15%, e foi a eleição presidencial mais concorrida de semprecom 84,39% de votantes.
