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As motas são “moda” no Brasil



Agência Brasil / Wikimedia

Venda de veículos de duas rodas atingiu o maior número desde 2003. Mobilidade urbana e uso profissional são motivos.

Os números da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) revelam a tendência: as motas estão na “moda” no Brasil.

Ao longo do ano passado, foram vendidas mais de 2 milhões de motas, mais precisamente 2.197.851 unidades. É um aumento de 17,1% comparando com 2024.

Mais do que isso: 2025 foi o ano com mais motas vendidas desde 2003à frente de 2011 e 2008, que tinham registado os outros picos.

O presidente da Abraciclo, Marcos Bento, explica: “O desempenho do setor reflete a procura por veículos de duas rodas, impulsionada principalmente pela mobilidade urbana e pelo uso profissional”, citar um Agência Brasil.

Ó preço e o trânsito (caótico em diversas cidades, na capital de cada estado) também fazem diferença: uma mota, em princípio, é mais barata do que um carro; e passa muito mais facilmente pelas filas de trânsito. E, se for roubada, o prejuízo é menor. Também há muitas motos no interior, em zonas rurais – aqui, o preço é o factor prioritário.

Como exportações registaram um aumento ainda mais significativo: 43.117 veículos, mais 39,1% do que em 2024.

Para o novo ano, a Abraciclo prevê que sejam vendidas ainda mais motas: cerca de 2,3 milhões. Ou seja, um aumento de 4,6% comparando com o ano passado.

As exportações também devem registar uma subida (4,4%), saltando para 45 mil unidades.

“As projeções indicam o crescimento consolidado do segmento no Brasil e reforçam o papel estratégico do Polo Industrial de Manaus, o maior polo de produção de duas rodas fora do eixo asiático”, analisa o presidente da Abraciclo.



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