
Miguel Pereira da Silva / LUSA
João Cotrim Figueiredo
O candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo assumiu que não passar à segunda volta das eleições é “uma derrota pessoal”, não recomendando o voto em António José Seguro ou André Ventura.
Cotrim de Figueiredo ficou em terceiro lugar na primeira volta das eleições presidenciais, atrás de António José Seguro e André Ventura.
No final da noite eleitoral, o candidato liberal assumiu o resultado como uma “derrota pessoal”.
“Este é um resultado que assumo como derrota pessoal. Não é uma derrota da magnífica equipa que me apoiou. Não é uma derrota da ideia de que precisamos de renovar a nossa democracia e a nossa classe política. Não é uma derrota da ideia de que Portugal pode ser mais e melhor. É uma derrota pessoal de um candidato, que não conseguiu transmitir essa ideia com força suficiente”, afirmou.
No final de uma semana em que não descartou um eventual apoio a Ventura na segunda volta, hoje afirmou que não vai recomendar o voto em nenhum dos dois candidatos ainda em disputa.
“É uma boa altura para afirmar, desde já, que não tenciono endossar ou recomendar o voto em nenhum dos candidatos da segunda volta“, afirmou, debaixo de aplausos.
“Os eleitores que me confiaram o voto hoje fizeram-no livremente e deverão poder fazê-lo livremente outra vez no dia 8 de fevereiro. Confio e respeito totalmente essa sua decisão.”
“Luís Montenegro não esteve à altura do legado de Sá Carneiro”
No seu discurso, Cotrim de Figueiredo atribuiu culpas de uma votação insuficiente para a passagem à segunda volta a Luís Montenegro. De recordar que, na última semana, o candidato instou o primeiro-ministro a apoiá-lo em detrimento de Luís Marques Mendes.
“Tal cenário fica a dever-se a um erro estratégico da liderança do PSD. Apesar das evidências e do apelo que lhe fiz, Luís Montenegro não pôs o interesse do país à frente do interesse do seu próprio partido. Não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro.”
“Na segunda volta, conforme fui alertando, os portugueses estarão confrontados nesta segunda volta com uma péssima escolha entre António José Seguro e André Ventura. Ou seja, embora hoje exista em Portugal uma maioria social de centro-direita, é provável que venhamos a ter um Presidente da República oriundo do Partido Socialista“, havia alertado antes.
