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O que se passou na final da CAN é de loucos



Jalal Morchidi/EPA

Falta que originou a grande penalidade nos descontos da final da CAN

Golo invalidado antes do tempo, penálti nos descontos, jogadores a abandonarem o jogo, a corrida pela toalha do guarda-redes…

Ó Senegal venceu neste domingo Marrocos por 1-0, após prolongamento, e conquistou a Taça das Nações Africanas de futebol (CAN2025), repetindo o título de 2021, numa final em que os marroquinos desperdiçaram um penálti no limite do tempo regulamentar.

Papa Gueye marcou o golo que garantiu o triunfo do Senegal, aos 94 minutos, e o segundo título na CAN, depois de Brahim Díaz, melhor marcador do torneio, com cinco golos, ter desperdiçado uma grande penalidade no último lance do tempo regulamentar.

O triunfo do Senegal na final frente à seleção anfitriã apenas tem paralelo em três das 35 edições da Taça das Nações Africanas, duas delas protagonizadas pelo Gana, na Tunísia, em 1965, e na Líbia, em 1992.

Mais recentemente, em 2000, os Camarões conquistaram o título diante da Nigéria, que coorganizou o torneio com o Gana.

Cenas de filme

Este seria o resumo de uma final normal. Mas esta não foi uma final normal.

Ó tempo extra da segunda parte teve mais de 20 minutos. Só isso já não é normal.

Mas o que se passou nesse período parecia de um filme.

Ó Senegal marcou aos 91 minutos. Mas o árbitro entendeu que Seck fez falta (muito duvidosa) sobre Hakimi, antes da cabeçada certeira. Apesar dos imensos protestos senegaleses, o lance nem foi ao VAR porque a jogada estava interrompida já antes do golo. Lance anulado.

Aos 95 minutos, assinalada grande penalidade – muito contestada também – a favor de Marrocos. Muitos minutos sem jogo. Jogadores do Senegal a sair do relvado, depois de um apelo do próprio selecionador do Senegal. Sadio Mané convenceu os compatriotas a voltarem, mais tarde.

“Cenas deploráveis”, já disse o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

Aos 23 minutos do tempo extra, finalmente a grande penalidade. Brahim Diaz cobrou o penálti à “Boneca”. Mendy agradeceu e defendeu.

Pelo meio, Marrocos voltou a mostrar o seu lado menos aconselhável e mais provocador: apanha-bolas, suplentes – todos a tentar tirar a toalha de Mendy, guarda-redes do Senegal. Não foi a primeira vez.

Já depois do jogo, o selecionador do Senegal, Pape Thiaw, ia falar na sala de imprensa. Ouviu assobios dos jornalistas de Marrocos, da “casa”.. Saiu sem falar.





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