
(Dr.)
Ana Simões Silva, vereadora na Câmara Municipal de Lisboa
Ana Simões Silva fica como vereadora independente: “Não posso permanecer como uma vereadora meramente decorativa”.
A vereadora do Chega na Câmara de Lisboa, Ana Simões Silvadecidiu desfiliar-se do partido e vai assumir o mandato no executivo municipal como independente, anunciou hoje, justificando a decisão com “incompatibilidades políticas intransponíveis”.
“Informo que irei assumir o mandato na qualidade de vereadora independente. Esta decisão prende-se com incompatibilidades políticas intransponíveis dentro do gabinete da vereação do partido Chega. Não posso permanecer como uma vereadora meramente decorativasem qualquer tipo de meios que permitam exercer um mandato competente em benefício da cidade de Lisboa”, afirmou Ana Simões Silva, num comunicado enviado à agência Lusa.
Nesse mesmo comunicado, a eleita pelo Chega no executivo municipal de Lisboa disse que apresentou hoje, oficialmente, a sua desfiliação do partido Chega, “com efeitos imediatos”.
A Lusa tentou obter mais informação por parte de Ana Simões Silva, que remeteu para um momento posterior.
Ana Simões Silva, médica dentista de profissão, ocupou o 2.º lugar da lista do partido Chega à Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025, integrando a candidatura encabeçada por Bruno Mascarenhas, até então deputado na Assembleia Municipal de Lisboa.
Nessas eleições autárquicas, que ocorreram há cerca de três meses, o partido Chega conseguiu eleger pela primeira vez no executivo da Câmara de Lisboa, com a eleição de dois vereadores: Bruno Mascarenhas e Ana Simões Silva.
Foi precisamente a eleição de Ana Simões Silva que originou a “novela” da recontagem em Lisboa: o Chega teria ficado à frente da CDU (e assim com direito a dois vereadores) por apenas 11 votos; mas verificou-se que faltavam contar 60 votos em São Domingos de Benfica; depois o Tribunal Constitucional ordenou a recontagem numa secção da freguesia de São Domingos de Benfica.
No final, o Chega continuou à frente – mas agora fica como a CDU, com apenas um vereador.
