
Tiago Petinga / LUSA
André Ventura, presidente do Chega
“Não me espanta que os dirigentes do PSD estejam a apoiar Seguro”. Rui Moreira não quer um presidente de alguns portugueses.
José Manuel Júdice, mandatário de João Cotrim de Figueiredo nestas eleições presidenciais, anunciou que vai votar em António José Seguro.
Mário Amorim Lopes, líder parlamentar da Iniciativa Liberal (IL), segue o mesmo sentido. Rodrigo Saraiva, antigo dirigente da IL, igual.
André Ventura está espantado: “Espanta-me mais alguns nomes da Iniciativa Liberal (a apoiar Seguro), francamente. Porque acho que há uma abordagem de alguns dirigentes da Iniciativa Liberal de querer romper com o sistema, em termos dos impostos”.
Apoios a Seguro que apareçam do PSD, esses, já não são surpreendentes: “Percebi a intervenção moderada do primeiro-ministro, procurar não tomar parte. Mas não me espanta que os dirigentes do PSD estejam a apoiar António José Seguro”.
Sobre o silêncio de Pedro Passos Coelho: “As pessoas fazem a sua gestão e eu respeito muito isso”. Mas tem a convicção de que Passos Coelho vai votar no próprio Ventura, no dia 8 de Fevereiro.
Em entrevista à RTPo presidente do Chega prevê um caminho estreito na segunda volta das presidenciais: “Porque são todos contra mimum sistema de 50 anos contra mim”.
Em relação ao que disse na noite das eleições, de ser o novo líder da direita em Portugal, justifica-se e deixa um recado a Marques Mendes: “A direita apareceu muito fragmentada nestas eleições. Então o que se poderia dizer de um candidato que foi líder do PSD e que foi preparado durante décadas para isto?”.
Rui Moreira
O mandatário de Marques Mendes, Rui Moreira, comentou que no domingo “esgotou-se” a campanha do antigo presidente do PSD. “Com muita pena minha. Mas hoje temos vida nova”.
E, nessa vida nova, vai apoiar António José Seguro na segunda volta.
Porque não quer um presidente de alguns portugueses: “Sem nenhum desprimor para com André Ventura, ele disse que não queria ser presidente de todos os portugueses. Disse que queria ser presidente apenas de alguns portugueses. O que é perfeitamente legítimo”.
“Eu quero um presidente que seja de todos os portugueses: daqueles que pensam como eu e daqueles que pensam de forma diferente”, explicou o antigo presidente da Câmara Municipal do Porto, na SIC Notícias.
Seguro dá essas garantias, por isso Rui Moreira vai “apoiar firmemente” o antigo secretário-geral do PS.
E sublinhou que a questão não está nos eleitores que preferem Ventura: “Com todo o respeito por André Ventura, pelas pessoas que votaram nele, pelas pessoas que o apoiam, que eu não diabolizo de forma alguma e não compreendo a diabolização que se faz, mas eu estou noutro campo”.
Eu ligado Antena 1o mesmo Rui Moreira acrescentou que o Chega não é de extrema-direita: “É da direita nacionalista”.
