
Luísa Nhantumbo / LUSA
Cheias em Maputo
Ainda há três pessoas desaparecidas e 99 feridos. Presidente Daniel Chapo cancelou viagem ao Fórum Económico Mundial.
O total de mortos na época das chuvas eles Moçambique subiu para 112, continuando três pessoas ausente, além de 99 pessoas feridas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com a base de dados do INGD, desde 1 de outubro foram afetadas até ao momento 645.781 pessoasequivalente a 122.863 famílias, com 11.233 casas parcialmente destruídas e 4.883 totalmente destruídas, agravando o balanço anterior.
Na sexta-feira o Governo decretou alerta vermelho nacional.
Dos 80 centros de acomodação abertos desde o início da época das chuvas, 69 permanecem ativos, com 70.488 pessoas, das 55.722 que já tiveram de ser retiradas das áreas evacuadas, segundo os mesmos dados do INGD.
Foram afetadas ainda 56 unidades sanitárias e 44 casas de culto, além de 306 escolas, sete pontes, 27 aquedutos, 2.515 quilómetros de estrada danificados e 155 postes de eletricidade tombados.
O registo do INGD aponta ainda para 165.841 hectares de área agrícola afetados, dos quais 73.695 hectares dados como perdidos, afetando 111.535 agricultoresalém da morte de 38.770 cabeças de gadoentre bovinos, caprinos e aves.
UM Embaixada de Portugal em Maputo, em “solidariedade para com o Governo e o povo de Moçambique”, está em contacto com “as autoridades moçambicanas e parceiros relevantes”, para “identificar mecanismos de apoio aos esforços de resposta e mitigação dos impactos causados pelas cheias, tanto a nível bilateral como no âmbito da União Europeia”.
Daniel Chapopresidente de Moçambique, ia ao Fórum Económico Mundial em Davos, mas cancelou a viagem à Suíça. Para estar perto dos afetados.
No meio das viagens, o seu helicóptero presidencial acabou por resgatar 12 pessoas que estavam num tejadilho de uma carrinha de transporte de passageiros em Chókwe. Entre os resgatados estava uma criança de colo, descreve o Público.
