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“Eye of the Tiger”: Macron e os óculos de sol (e a mensagem que enviou a Trump)



Gian Ehrenzeller/EPA

O Presidente francês, Emmanuel Macron, discursa durante uma sessão plenária no Salão de Congressos, na 56ª reunião anual do Fórum Económico Mundial (FEM), em Davos, na Suíça.

Já se culpa Brigitte nas redes sociais, mas Macron explicou. Entretanto, Trump divulgou uma mensagem privada que recebeu do presidente francês.

Emmanuel Macron subiu ao palco do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, esta terça-feira, e rapidamente chamou a atenção de todos: estava… de óculos de sol. E horas antes, durante uma inspeção de tropas ao ar livre, já se tinha apresentado com os mesmos óculos. As teorias rapidamente começaram a circular nas redes sociais.

Os óculos surgem depois de o presidente francês ter aparecido, dias antes, com um olho inchado e avermelhado numa base militar em Istres, no sul de França. Foi então que o chefe de Estado se antecipou aos comentários e garantiu que a situação era “completamente inofensiva”.

“Por favor, relevem o aspeto desagradável do meu olho. É, claro, algo completamente inofensivo”, começou por afirmar. É “uma referência não intencional a ‘Eye of the Tiger’, um sinal de determinação”, brincou, em referência À canção da banda norte-americana Survivor, associada ao filme Rocky III (1982), protagonizado por Sylvester Stallone.

Na verdade, explicou mais tarde o próprio, os óculos “estão relacionados com um problema benigno”, e o presidente está obrigado “a usá-los durante algum tempo, por isso vão ter de me ver assim”, afirmou. Trata-se de uma hemorragia subconjuntivalum sangramento sob a conjuntiva, a membrana transparente do olho, que forma uma mancha vermelha na parte branca do olho. Nada de grave.

Apesar da explicação, nas redes sociais, vários utilizadores começaram a inventar rumores, nomeadamente, a responsabilizar a companheira do presidente, Brigitte Macron, meses depois de esta ter sido vista a empurrar (ou esbofetear, na opinião de alguns) o marido, momento que foi desvalorizado por ambos.

A intervenção de Macron esta terça-feira centrou-se em temas estratégicos e nas prioridades militares para 2026. Entre elas, o líder francês a aceleração do rearmamento francês, a continuação do apoio à Ucrânia e a decisão de enviar tropas para a Gronelândiacomo demonstração de apoio à Dinamarca perante a ameaça dos EUA.

“Meu caro, vamos jantar juntos”

O contexto diplomático intensificou-se ao longo do dia, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter divulgado uma mensagem que terá sido redigida por Macron:

“Meu caro, estamos totalmente alinhados em relação à Síria. Podemos fazer grandes coisas em relação ao Irão. Não percebo o que está a fazer em relação à Gronelândia. Vamos tentar construir grandes coisas”, lia-se na mensagem, divulgada por Trump na Truth Social. E segue assim:

“1) posso organizar uma reunião do G7 depois de Davos, em Paris, na quinta-feira à tarde. Posso convidar os ucranianos, os dinamarqueses, os sírios e os russos que estão à margem. 2) Vamos jantar juntos em Paris na quinta-feira, antes de regressar aos EUA. Emanuel.”

Apesar de tudo, Macron disse aos jornalistas que não tenciona falar com Trump à margem do encontro em Davos.



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