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Menos crimes violentos e graves em Portugal, mais crimes no geral



Ministra anuncia que, entre janeiro e novembro do ano passado, a criminalidade geral aumentou 2,1%; graves desceram 2,6%.

Os crimes violentos e graves diminuíram 2,6% entre janeiro e novembro de 2025 face ao mesmo período de 2024, enquanto a criminalidade geral aumentou 2,1%, revelou esta quinta-feira a ministra da Administração Interna, manifestando preocupação com as cidades.

“De acordo com os dados que dispomos, entre janeiro e novembro de 2025 a criminalidade geral terá aumentado 2,1% face ao ano anterior, tendo a criminalidade violenta e grave diminuído 2,6%. No entanto, estes dados não escondem dois motivos de preocupação que devemos ter em conta”, disse Maria Lúcia Amaral num debate setorial no plenário da Assembleia da República com a ministra da Administração Interna.

Segundo, são razões para preocupação um criminalidade violenta e grave que, embora não aumente, tem “uma tal ressonância na consciência coletiva que devem só por si merecer atenção” e “os dados relativos às grandes metrópoles”. A ministra acrescentou que também a “cultura de violência que se espalha no espaço público, apresenta “um quadro preocupante”, mas ao qual as autoridades também estão atentas.

Em resposta às críticas de alguns deputados no Plenário, o Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna assumiu que é “patente” a diminuição da criminalidade violenta e grave e justificou o aumento da criminalidade geral com a “maior proatividade das forças de segurança”. Paulo Simões Ribeiro mencionou um aumento de cinco homicídios consumados, “todos eles lamentáveis”mas também suportados no aumento exponencial de ações das forças de segurança.

Maria Lúcia Amaral disse que estes números vão ser apresentados no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025, mas já são suficientes para se concluir que deve ser promovida “no local próprio de reflexão sobre o conceito estratégico de segurança interna e deve também pensar-se sobre o que queremos para o conceito estratégico de segurança urbana”.

Na sua intervenção inicial, a ministra avançou aos deputados que foi aprovado em Conselho de Ministros uma despesa de seis milhões de euros para a compra de ‘bodycams’ para os polícias da PSP e militares GNR, num total de 8.000 equipamentos.

Maria Lúcia Amaral afirmou que as ‘bodycams’ são uma “reivindicação antiga das forças de segurança” e lembrou que se tratou “de um processo complexo”. O secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, explicou que o concurso público internacional vai ser agora lançado e que pode demorar seis meses, estimando-se por isso que as ‘bodycams’ sejam entregues este ano.



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