
“É essencial que os utilizadores do espaço aéreo passem a considerar possíveis interrupções devido às operações de lançamentos [espaciais]”, adiantou a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu um alerta de segurança dirigido às companhias aéreas comerciais e às transportadoras de carga.
O documento, elaborado em conjunto com o Departamento de Transportes norte-americano, exige que as operadoras passem a integrar a monitorização de queda de detritos espaciais nos planos de voo.
Até ao momento, não há registo de aeronaves atingidas por este tipo de objetos. Com a nova diretriz, a FAA determina que as companhias aéreas passem a trabalhar com as grandes empresas do setor aeroespacial, para evitar a ocorrência de incidentes.
“É essencial que os utilizadores do espaço aéreo passem a considerar possíveis interrupções devido às operações de lançamentos [espaciais]”, escreveram.
A FAA e o Controlo de Tráfego Aéreo têm vindo a implementar restrições no espaço aéreo e medidas de mitigação de risco, quando necessário, como forma de proteger as aeronaves de eventuais perigos associados a anomalias durante os lançamentos.
Atualmente, o setor da aviação opera em paralelo com empresas como a SpaceX, que realizam lançamentos espaciais com frequência. Ainda assim, é importante sublinhar que isto não significa que as aeronaves terão de desviar-se de objetos espaciais em queda, como se estivessem num filme de ficção científica.
A preocupação da agência reguladora é bem mais prática: reduzir riscos. Os lançamentos espaciais são feitos desde a década de 1950, mas o número de objetos enviados para o espaço aumentou de forma dramática e, consequentemente, também crescem os riscos para os aviões.
Vale a pena recordar um incidente ocorrido em 2025, quando um lançamento espacial da SpaceX terminou numa explosão e afetou voos em Cuba, no Haiti e na República Dominicana. Nenhuma aeronave foi atingida, mas houve impactos relevantes no planeamento dos voos.
