
Uma medida que não conhecemos em Portugal, mas que gere o trânsito – há muitos anos – em diversas cidades no Brasil.
Costumamos associar um rodízio a um serviço de restaurante onde os clientes pagam um preço fixo para consumir à vontade uma variedade de pratos, trazidos diretamente à mesa pelos empregados em “rodadas” contínuas.
A expressão surgiu do Brasil – tal como o outro “rodízio” que origina este artigo.
Não o Brasil, “rodízio de carros” (ou “rodízio de veículos”) é uma medida de gestão do trânsito: certos veículos ficam proibidos de circular em determinadas zonas e horários.
A regra mais habitual está relacionada com a matrícula. Mais concretamente o último número da matrícula.
A ideia dessa medida é reduzir congestionamentos (e, em alguns casos, poluição) nas de maior procura.
Como funciona na prática. Pegando no exemplo mais conhecido: São Paulo.
Em São Paulo, o Rodízio Municipal aplica-se em dias úteis: à segunda-feira, na área do rodízio – “Centro Expandido/Anel Viário”, só circulam veículos com matrículas terminadas em 1 ou 2; à terça-feira só os números finais 3 e 4; à quarta 5 e 6; à quinta-feira 7 e 8; e à sexta só circulam as matrículas que terminam em 9 ou 0.
Não é o dia todo assim. A regra só funciona em horas de ponta: entre as 7h e as 10h da manhã, e depois entre as 17h e as 20h.
Mas não é igual em todo o país. Cada cidade pode ter o seu modelo (ou nem ter rodízio), e pode haver restrições temporárias em situações específicas.
