
GRIGÓRIO SYSOEV; SPUTNIK; PISCINA DO KREMLIN/ Lusa
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán com o presidente russo, Vladimir Putin
Governo húngaro alega que Kiev está a tentar influenciar as próximas eleições – tudo contra Orban, alegadamente.
Está tenso o ambiente entre Hungria e Ucrânia.
Na semana passada, Viktor Orbán não hesitou em atacar políticos da Ucrânia, incluindo o presidente Volodymyr Zelenskyy, que têm “formulado mensagens grosseiramente insultuosas e ameaçadoras contra a Hungria e o governo húngaro”.
“Não podemos permitir que ninguém ponha em perigo a soberania da Hungria ou a integridade das eleições húngaras”, alegou o primeiro-ministro da Hungria, num vídeo publicado no Facebook.
Orbán fala em “ataque” da Ucrânia, numa “série coordenada de ações ucranianas para interferir nas eleições húngaras” – tudo, alegadamente, a favor dos adversários de Orbán.
Zelenskyy disse no Fórum Económico Mundial que Orbán “vive do dinheiro europeu enquanto tenta vender os interesses europeus”.
Orbán respondeu: “Zelenskyy é um homem numa situação difícil, incapaz ou sem vontade de acabar com uma guerra pelo quarto ano. Apesar do facto de o presidente dos EUA lhe estar a dar toda a ajuda de que necessita”.
O líder do governo da Hungria disse que o líder do governo da Ucrânia “ultrapassou todos os limites de decência”.
Já nesta terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, anunciou que o embaixador da Ucrânia foi convocado para prestar esclarecimentos.
Isto porque, alegou, “nas últimas semanas, o presidente da Ucrânia e o governo ucraniano têm travado uma campanha de interferência aberta, descarada e agressiva”.
As eleições parlamentares na Hungria estão marcadas para 12 de Abril.
O Fidesz, partido de Orbán, junta-se ao Partido Democrata Cristão e concorre contra o Tisza, partido da oposição e pró-europeu, e que deve contar com o apoio de vários líderes da União Europeia.
Estas as acusações de interferência estrangeira são uma táctica típica da equipa de Orbán para mobilizar o seu eleitorado, descreve o TSNda Ucrânia.
Entretanto, Viktor Orbán até já sugeriu a realização de uma petição nacional para não apoiar financeiramente a Ucrânia na guerra com a Rússia.
