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A campanha chega ao fim e faltou… “vocabulário” (com surpresas e desilusões)



Paulo Cunha / LUSA

Luís Marques Mendes e António José Seguro

A campanha para as eleições presidenciais de domingo termina esta sexta-feira. Qual foi a desilusão e as maiores surpresas destas duas semanas?

A maioria dos candidatos vai concentras as suas últimas ações na região de Lisboa, esta sexta-feira, com uma última oportunidade para paliar a “falta de vocabulário” que se fez sentir nesta duas semanas.

A crítica é feita pela jornalista Maria Flor Pedrosonão programa Ponto Central da Antena 1. “Eu acho que é das campanhas políticas, que me lembro de acompanhar, em que se usou menos vocabulário. As palavras foram sempre as mesmas e andou-se muito à volta das mesmas coisas”, considerou.

“Esta fase final da campanha oficial provou, mais uma vez, que as campanhas servem para mudar, para alterar e para influenciar o sentido de voto“, acrescentou.

Na rádio Observador, Bruno Vieira Amaral concorda que esta campanha “mudou as coisas”, exemplificando com o facto de termos partido para a campanha como “Marques Mendes quase dado como garantido na segunda volta e, neste momento, seria uma surpresa se lá estivesse”.

“O contrário aconteceu com António José Seguro”complementou, no programa E o vencedor é…elogiando a campanha “sem erros” do socialista.

“A surpresa negativa da campanha é Marques Mendes (…) fez uma má campanha. Pelo contrário, António José Seguro teve uma campanha em crescendo”, finalizou.

Sobre campanha bem sucedidas, Maria Flor Pedroso destacou, noutra frequência, Jorge Pinto, que “nem a bolha política quase conhecia e hoje toda a gente sabe quem é”.

A jornalista destaca o facto de estes momentos serviram para “dar a conhecer a personalidade dos candidatos e pessoas que pensávamos que eram uma coisa e, afinal, eram outra”.

Nestes 14 dias chegou a falar da desistência de dois dos candidatos supramencionados: Luís Marques Mendes e Jorge Pinto. Só que… não.

Ambos os casos terão sido influenciados pelas sondagens fizeram: por um lado, com Seguro a crescer sozinho à esquerda, Jorge Pinto chegou a apelar a uma união à volta do socialista para evitar uma vitória da direita; por outro, com Marques Mendes em queda, Cotrim de Figueiredo tem apelado à sua desistência, como forma de garantir que a segunda volta não vai ter André Ventura e António José Seguro nos boletins de voto.

A jornalista da RTP reconheceu que “a fase oficial da campanha foi muito marcada pelas sondagens e tracking poll”, com os candidatos constantemente concentrados nos números.



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