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A desvitória e o papa móvel de Manuel João Vieira



João Relvas / EPA

Manuel João Vieira vota nas eleições presidenciais 2026

“Se fosse em 7.º lugar, seria melhor”. Se não estiver completamente louco e demente, vai ser novamente candidato.

O resultado de Manuel João Vieira nas eleições presidenciais deste domingo terá surpreendido alguns dos seus seguidores, e provavelmente, até o próprio: 8.º lugarà frente de Humberto Correia, de André Pestana e ainda de Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre.

Os resultados oficiais mostram que o músico teve 1,08% dos votos, correspondentes a 60.899 boletins com a cruz junto ao seu nome.

O candidato que conseguiu recolher 12.500 assinaturas, pela primeira vez, já tinha prometido “um Ferrari para cada português” ou “vinho a sair das torneiras”.

Quando reagiu na noite passada – e foi o primeiro candidato a reagir – misturou conceitos: “Esta vitória é uma derrota” e “esta derrota é uma vitória”.

“Por um lado, é uma vitória; por outro lado, é uma desvitória. Porque, se fosse em 7.º lugar, seria melhor. Mas pronto, 8.º é melhor do que 10.º”, analisou.

Manuel João Vieira estava à porta da Padaria do Povo, em Lisboa, e disse aos jornalistas que já era “previsível” que Seguro seguisse para a segunda volta.

“Mas eu acho que houve medo da parte dos eleitores de uma picardia entre o Seguro e a outra direita liberal, de maneira que foram todos para o Seguro e acho que isso fez com que os outros candidatos tivessem menos votos”, analisou.

O que o candidato acha “preocupante” é o número de votos “no Chega”, referindo-se aos 1,3 milhões de votos que André Ventura teve nestas presidenciais.

Manuel João Vieira, mesmo que seja com “outros trajes e mais velho”, deve voltar a ser candidato a presidente da República: “É possível (ser candidato), se não estiver completamente louco e demente. Nessa altura com outro tipo de vivacidade ou, espero eu, com mais alguns fundos que me possam pôr a caminhar por esse país com um Papamóvel, para ser mais confortável”.

E ainda deixou um desafio aos concorrentes: fazer uma campanha com menos dinheiro. “Eu desafiaria os outros candidatos a fazerem uma candidatura como a nossa, com o número de pessoas que a nossa teve e com o orçamento que a nossa campanha teve, e gostaria então de ver qual seria o resultado”.

“Aí é que se via a sério o que é; porque quem manda neste país é o dinheiro, e digo já que quando é o dinheiro que se mete nestas coisas, o resultado é sempre fraudulento na minha opinião”, avisou.

Mesmo assim, Manuel João Vieira sente que conseguiu “entrar lá dentro do sistema”. “Era apertadinho, mas consegui entrar lá dentro”, completou.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //



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