
Junta de Freguesia da Afurada
Rio Douro junto à Ponte da Arrábida, na madrugada de 03-02-2026
Proteção Civil não tem registo de qualquer “situação gravosa” ao longo das últimas horas. Há aumento do caudal dos rios mas tudo monitorizado.
A proteção civil informou hoje que não foram registadas durante a noite situações significativas relacionadas com aumento dos caudais dos rios, com exceção do Douro que transbordou para as margens do Porto e Vila Nova de Gaia.
“Não temos conhecimento a esta hora [08:30] de situações gravosas. O aumento dos caudais dos rios continua a ser monitorizado pelos Comandos Sub-Regionais, mas não temos indicação de que durante a noite tenham sido retiradas mais pessoas”, disse à agência Lusa Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
De acordo com Elísio Pereira, a situação mais preocupante foi registada no rio Douro, que transbordou hoje de madrugada para as margens do Porto e de Nova de Gaia.
A água do Douro entrou na zona das esplanadas de Porto e Gaia, mas sem causar vítimas ou danos significativosdisse o comandante adjunto da Capitania do Douro.
Num ponto de situação à agência Lusa cerca das 06:45, Pedro Cervaens atribuiu a subida do caudal do rio Douro à chuva intensa que se fez sentir no interior norte de Portugal e em Espanha.
“Hoje o rio subiu até os 6,15 metros de cota no Cais dos Banhos [zona de referência]. É a primeira vez que atinge esta cota tão alta. Portanto, já passou ali o cais da Ribeira [Porto] e Afurada [Gaia]. Está perto das esplanadas, mas não temos informação de qualquer ocorrência assim de significado”, disse.
UM Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse o comandante adjunto.
“Alterámos o laranja para vermelho, o que significa que passámos para a probabilidade de estarmos na iminência da ocorrência de cheias. Significa que algumas zonas que ainda não tinham sido atingidas pela água começaram a ser atingidas com outro significado, e também permite a outros agentes tomarem determinadas medidas”, explicou Pedro Cervaens.
O comandante adjunto da Capitania do Douro disse que só é permitida a navegação em regime de exceção, ou seja, “caso seja necessário por questões de segurança”.
