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Presidente da Câmara da capital da Ucrânia não esconde o “momento agudo”, com o frio a apertar.
Os ataques da Rússia não páram e o frio aperta. A situação em Kiev está “muito complicada”, admitiu Vitali Klitschko.
O presidente da Câmara Municipal da capital da Ucrânia dirigiu-se aos seus conterrâneos, depois de uma reunião com todos os departamentos responsáveis e serviços de urgência, nesta quarta-feira.
“A situação em Kiev é muito complicada. Nesta magnitude, é a primeira vez em 4 anos de uma guerra de grande escala”, escreveu Klitschko, no Telegrama.
Neste momento “mais agudo”, o autarca espera pela colaboração de todos para ter a resposta mais adequada a tantas falhas de energia – e consequentes problemas de aquecimento, num Inverno bem frio, como é habitual em Kiev.
Hoje, cerca de 400 casas de Kiev permanecem sem aquecimento. No total, desde a quinta-feira passada, milhares de casas ficaram às escuras e ao frio. Quinta-feira foi o dia de um ataque russo em larga escala contra Kiev, com dezenas de drones e de mísseis.
Os serviços comunitários estão a funcionar “de dia e noite”anunciou Vitali Klitschko, para “devolver às pessoas os serviços necessários”.
“Os departamentos de energia trabalham, fazem tudo o que podem. Mas agora Kiev vive de acordo com o horário das interrupções de luz”, admite.
E não há previsão de melhorias a curto prazo: “Infelizmente, os sistemas de alarme de desconexão vão continuar. Devo ser honesto. Para que as pessoas entendam a situação”.
