
ESTELA SILVA/LUSA
Abstenção deverá situar-se entre os 35,6% e os 43%, depois dos recordistas 60,76% que deram o segundo mandato a Marcelo Rebelo de Sousa. Cavaco foi eleito em 2006 sem votos de 37,4% dos eleitores inscritos, mas abstenção deste ano já ultrapassou esse valor.
As projeções das televisões para a abstenção nas eleições presidenciais deste domingo indicam que esta deverá situar-se entre os 35,6% e os 43%.
A RTP, com sondagem da Universidade Católica, avançou às 19:00 uma previsão de abstenção entre 37% e 43% e a SIC e TVI (ICS/ISCTE/GFK/Pitagórica) uma previsão entre 35,6% e 40,6%.
Os dados apontam para a possível abstenção mais baixa desde 2006ano em que Aníbal Cavaco Silva foi eleito pela primeira vez, em que só 37,4% não votou. O valor de abstenção mais baixo de sempre foi registado em 1980, na segunda eleição de António Ramalho Eanes: apenas 15,8% dos eleitores abdicaram do seu direito de voto.
A taxa de abstenção nas eleições presidenciais de 2021 situou-se nos 60,76%, a maior de sempretendo contribuído para este aumento a covid-19 e o recenseamento automático dos portugueses no estrangeiro. Em 2016na primeira eleição de Marcelo Rebelo de Sousa, a taxa de abstenção foi de 51,34%. Em 2011, eleições que elegeram novamente Cavaco Silva, a abstenção foi de 53,56%.
Dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna divulgados às 16h00 davam conta que a afluência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se, nos 45,51%acima do que se registou nas últimas eleições.
Nestas últimas eleições presidenciais, em 24 de janeiro, à mesma hora, a afluência às urnas foi de 35,44%, o que se traduz numa subida de 10,07 pontos percentuais. Já nas eleições presidenciais de 2016, a afluência às urnas às 16:00 situou-se nos 37,69%.
As urnas abriram às 08:00 e fecharam às 19:00. Um total de 11.039.672 eleitores estavam inscritos.
Pelas 20h00, as primeiras projeções das televisões apontam para uma vitória de António José Seguro na primeira volta e para uma segunda volta entre o candidato apoiado pelo PS e André Ventura ou João Cotrim de Figueiredo.
