
Francisco Araújo / X
Cartaz de André Ventura para as presidenciais 2026: “Isto não é o Bangladesh”
As camisolas dadas como brinde pela campanha de Ventura são produzidas no Bangladesh, apesar dos cartazes do candidato com mensagens contra os imigrantes oriundos do país asiático.
As t-shirts distribuídas numa ação da campanha de André Ventura às presidenciais em Mirandela, distrito de Bragança, na segunda-feira, eram ‘made in Bangladesh”, segundo se pode verificar na etiqueta.
As t-shirts são feitas por uma empresa do grupo Keya, daquele país asiático, que, no seu site, diz ter uma capacidade de produção superior a 100 milhões de peças de têxtil, tendo na Europa a sua representante (Kamp Europe BVBA – também referenciada na t-shirt).
Já os chapéus e cachecóis oferecidos pela campanha como “brinde” não têm qualquer referência à origem de produção.
O CRISTO
As `t-shirts´distribuídas numa ação da campanha de Ventura às presidenciais em Mirandela eram `made in Bangladesh”, segundo se pode verificar na etiqueta, conta a Lusa. São feitas por uma empresa do grupo Keya, daquele país.https://t.co/UciJksXWc7 pic.twitter.com/6sQlhH8htI— Miguel Carvalho (@MIGUELCreporter) 12 de janeiro de 2026
A maioria dos brindes presentes em Mirandela estava em caixas com referência à empresa Best Oriente, que no seu site afirma ser uma “empresa luso-chinesa” que se posiciona no mercado do ‘marketing’ promocional “Made in China, com serviço de chave na mão”, tendo estrutura própria de produção em Yiwu, naquele país.
“Isto não é o Bangladesh” é uma das mensagens que consta dos cartazes da candidatura de André Ventura e uma das frases mais repetidas pelo líder do Chega e candidato a Belém em muitas das declarações à comunicação social, durante a campanha eleitoral às presidenciais.
Ainda na manhã de segunda-feira, durante uma visita à Adega de Vila Real, Ventura repetiu a ideia: “Se nós pagássemos melhor aos nossos, nós não precisávamos desta invasão de indianos, do Bangladeshdo Nepal e de todos os outros países”.
