
Mario Cruz / Lusa
O Ministro das Finanças, Mário Centeno
Desta vez, ficou fora da vice-presidência do Banco Central Europeu. Já depois do cargo de primeiro-ministro. E de presidente da República. E de governador do Banco de Portugal.
O novo vice-presidente do Banco Central Europeu (AC) vai ser Boris Vujcic, governador do banco central da Croácia desde 2012. Vai ser o sucessor de Luis de Guindos, a partir de Junho deste ano.
O vice-presidente do BCE tem de analisar a estabilidade financeira e substituir o presidente, sempre que necessário.
Vujčić levou a melhor sobre Martins Kazaks (Letónia), Olli Rehn (Finlândia), Madis Muller (Estónia), Rimantas Sadzius (Lituânia) e… Mário Centeno.
O antigo governador do Banco de Portugal, que até estava optimista como descreve o Expressoainda passou a primeira ronda, mas ficou fora a seguirna segunda ronda.
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, tinha admitido que esta era uma “eleição difícil pelas próprias regras, porque aquilo que está em cima da mesa é uma maioria qualificada reforçada e há seis candidatos e, portanto, é natural que nesta reunião possa haver várias rondas até se eventualmente chegar a um candidato que reúna esses requisitos”.
Mais um “quase”
Ou seja, Mário Centeno ficou-se novamente pelo “quase”, recorda Helena Matos, na rádio Observador. Desta vez, quase foi eleito vice-presidente do Banco Central Europeu.
No ano passado, tinha ficado claro que queria continuar como governador do Banco de Portugal. Como se sabe, já foi substituído por Álvaro Santos Pereira.
No final de 2024, Mário Centeno aparecia como um dos favoritos – aliás, da esquerda era mesmo o favorito – para ser candidato a presidente da República. Mas ficou fora, por decisão pessoale porque queria continuar outros 5 anos no Banco de Portugal (não aconteceu também).
No final de 2023, quando António Costa se demitiu, anunciou dias depois que já tinha escolhido o seu sucessor, para evitar eleições antecipada. Sim, Mário Centeno a primeiro-ministro. E sim, mais uma corrida que ficou pelo caminho: Marcelo Rebelo de Sousa não quis.
E o Público ainda acrescenta outro “quase”: em 2019, ainda era ministro das Finanças em Portugal, Christine Lagarde deixou o Fundo Monetário Internacional (FMI), Centeno poderia ter sido o director-geral dessa instituição. Numa decisão de última hora, Mário Centeno saiu da corrida.
