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Gregório Bovino
Gregory Bovino, um líder da patrulha de fronteiras dos EUA, apanhado num vídeo em Minneapolis, em modo “cosplay nazi”.
Gregório Bovino é um polémico chefe da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos. Tem uma postura claramente agressiva, gosta de assustar, de criar medo. É especialmente brutal na repressão contra imigrantes.
Neste sábado, voltou a chamar a atenção, e não foi por um motivo pacífico: foi apanhado num vídeo em Minneapolis com uma roupa, no mínimo, duvidosa.
Ó O Espelho EUA chama-lhe “cosplay Nazista”. Cosplay é um Carnaval em qualquer altura do ano: vestir e maquilhar igual a uma personagem, normalmente de uma obra de ficção.
Gregory Bovino foi o líder dos agentes que tentavam travar protestos contra a brutalidade policial. Gritou, apontou, gesticulou, colocou “cara de mau”. Normal.
Mas a roupa que usou no sábado faz claramente lembrar uniformes utilizados por comandantes da Schutzstaffel (SS), a organização paramilitar de Hitler durante a Alemanha nazi.
Pelas redes sociais, espalhou-se o aviso: Bovino parece oficiais de alto escalão da SS. O uniforme no geral, o longo casaco verde, o cachecol preto, os emblemas na manga, o calçado, até o corte de cabelo.
Pouco se sabe
Gregory Bovino é uma figura da repressão da imigração promovida por Donald Trump, presidente dos EUA.
Mas sabe-se muito pouco sobre este responsável, que entrou na Patrulha de Fronteiras há sete anos e que tem liderado operações em Los Angeles e em Chicago.
Nas redes sociais, apresenta-se como uma espécie de herói, partilhando frequentemente montagens de rusgas que retratam os agentes da patrulha fronteiriça como os “bons da fita”. E dá um drama acentuado nessas publicações.
Sabe-se que é neto de imigrantes.
E sabe-se que recusa seguir ordens do tribunal: neste sábado, já avisou que continuaria a usar gás lacrimogéneo – mesmo depois de um juiz federal do Minnesota ter proibido aos agentes federais usar esse método contra manifestantes pacíficos.
