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Como um político complicou a sua candidatura por causa de um jogo de ténis



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Kai Wegner, presidente da Câmara de Berlim

Apagão histórico deixou Berlim condicionada. Mas o presidente da Câmara decidiu ir jogar ténis para “espairecer”.

Foi um fim-de-semana complicado em Berlim: 45 mil casas ficaram sem luz. Aliás, algumas continuaram sem electricidade durante quase toda a semana.

Foi maior apagão em Berlim desde o fim da II Guerra Mundial. A origem foi um incêndio na central eléctrica de gás de Berlim-Lichterfelde.

Não foi um acidente: o grupo de ativistas de extrema-esquerda Vulkangruppe reivindicou a autoria do ataque – foi “uma medida necessária contra a expansão” de centrais eléctricas de gás natural.

E ainda um “acto de auto-defesa e de solidariedade internacional com todos aqueles que protegem a Terra e a vida. Expomos as ligações entre a riqueza, o estilo de vida imperialista e a destruição das nossa base de vida, às quais todos nos devemos opor”, justifica a carta do grupo.

Ó presidente da Câmara de Berlim, Kai Wegner, não gostou nada deste ataque: “Isto não é apenas fogo posto ou sabotagem. É terrorismo”.

Mas muitos habitantes locais, e analistas, e outros políticos, não gostaram nada do que fez o presidente da Câmara: foi jogar ténis.

A notícia foi avançada pela RBB: ao início da tarde de sábado, Kai Wegner estava a jogar ténis – quando cerca de 100 mil habitantes de Berlim já estavam sem electricidade, aquecimento e sinal de telemóvel há horas.

A primeira versão era: o presidente da Câmara fechou-se no seu gabinete e passou o dia todo ao telefone.

Depois desta notícia, a segunda versão. Do próprio: “Joguei ténis das 13h às 14h porque simplesmente queria espairecer”.

Além das críticas de adversários políticos sobre a gestão de crise, até o seu partido, CDU, está indignado com esta postura.

Ó Handelsblatt avisa que Kai Wegner terá cometido quase todos os erros possíveis durante o histórico apagão em Berlim.

Assim, caiu claramente as suas hipóteses de reeleição (no dia 20 de Setembro há eleições regionais na capital da Alemanha).

Um jogo de ténis que veio num momento em que o CDU estava à frente do Partido da Esquerda. Mas a gestão deste apagão “pode agora mudar tudo”, resume o jornal alemão.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //



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