
Nova norma chinesa elimina a necessidade histórica de uma ligação física (coluna de direção) entre o volante e as rodas — ou seja, o controlo pode ser feito apenas através de sinais eletrónicos e software.
E se fosse possível conduzir um carro sem volante físico? A ideia pode até parecer saída de um filme de ficção científica, mas pode muito bem tornar-se realidade na China.
A Administração Estatal de Regulação do Mercado do país aprovou uma nova norma obrigatória que estabelece os requisitos técnicos para sistemas de direção digitais, com foco na tecnologia direção por fio (SbW).
Intitulado “Requisitos Básicos para Sistemas de Direção Automóvel”, o novo conjunto de regras entra oficialmente em vigor a 1 de julho de 2026 e é apresentado como um marco para a indústria global. O documento elimina a necessidade histórica de uma ligação física (coluna de direção) entre o volante e as rodas — ou seja, o controlo pode ser feito apenas através de sinais eletrónicos e software.
A tecnologia já está integrada em carros autónomos e deverá continuar em destaque. Segundo a consultora TechSci Research, o sistema deverá movimentar mais de 7,2 mil milhões de dólares até 2031. Por isso, a nova norma estabelece exigências claras para garantir a segurança e a fiabilidade de sistemas que operam sem intervenção mecânica.
Este avanço coloca a China na liderança da mobilidade autónoma, ao mesmo tempo que cria um enquadramento de segurança para tecnologias que deverão movimentar milhares de milhões de dólares nos próximos anos. A norma também regulamenta o reforço de mecanismos de segurança, com especial enfoque na resposta do veículo a falhas elétricas, de alimentação, de energia ou de controlo.
O documento exige sistemas de alerta robustos, capazes de identificar a possibilidade de envelhecimento ou de degradação do desempenho dos componentes eletrónicos do SbW. Também é necessário reforçar a segurança funcional, essencial em sistemas comandados por software.
